Quatro Mortos em Maríngue e Um em Maputo nas Manifestações da Última Segunda-feira

Moçambique continua de baixo de chamas na sequência dos tumultos que eclodiram depois do acto de votação no passado dia 9 de Outubro para as sétimas eleições legislativas e presidências no país.

Maputo voltou a ser o epicentro dos tumultos apesar do seu registo um pouco por todo país.

Esta segunda-feira, pelo menos 5 pessoas morreram em consequência das manifestações convocadas por Venâncio Mondlane em reivindicação da alegada justiça eleitoral. Das 5 vítimas mortais, uma teve lugar na zona do Benfica em Maputo, enquanto as outras 4 ocorreram no distrito de Maríngue, província de Sofala, centro do país.

As mortes ocorreram em situação de confrontos entre populares manifestantes e agentes da Polícia da República de Moçambique. Os manifestantes acusam a polícia de atirar para matar.

Em Maríngue foi vandalizada e incendiada a sede distrital do partido Frelimo incluindo as infra-estruturas onde funciona a sede da associação dos antigos combatentes da Frelimo.

Na província de Maputo, distrito de Boane, por seu turno, houve o registo de vandalizações assinaláveis incluindo o assalto a uma unidade da polícia no conhecido KM-16.

Até encerrarmos este artigo a situação continuava tensa na capital Maputo, com barricadas nas principais vias de acesso a capital, incluindo bloqueios na circulação no interior da cidade.

O comércio, transporte, educação e outros sectores estão totalmente paralisados. A maioria das instituições do estado está aberta, mas sem ninguem para atender. A associação dos empresários está a negociar com o governo a introdução de colunas militares na circulação de camiões que transportam mercadorias para os principais mercados nacionais.

Maríngue foi o epicentro da guerra dos 16 anos entre a Frelimo e a Renamo e que encerrou uma das fases com o acordo de Roma de 1992 entre Afonso Dhlakama e Joaquim Alberto Chissano tendo culminado com a realização das primeiras eleições em 1994.

Em princípio, a quarta fase da quarta etapa das manifestações de Venâncio Mondlane encerra esta quarta-feira e o candidato presidencial promete actualizar as medidas e as orientações para a próxima fase designada vm 8 turbo. Venâncio Mondlane prometeu intensificar a violência nas próximas fases.

A última actualização sobre as mortes vítimas de balas disparadas pela polícia durante as manifestações em Moçambique rondava aos 103 desde o início a 21 de Outubro, agravadas com o bárbaro assassinato de Elvino Dias e Paulo Guambe na noite do dia 18 de Outubro.

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