Esta segunda-feira, 2 de Dezembro arrancam a nível nacional os exames finais do ensino médio. Os membros da Associação dos Professores Unidos-APU, Professores singulares apresentaram semana finda a actualização sobre as recentes movimentações e desafios enfrentados em relação ao pagamento das horas extras atrasadas dos anos 2022,2023 e as do corrente ano de 2024, bem como abordar a situação delicada em que nos encontramos devido à instabilidade política pós-eleitoral no país.
Desde as passeatas realizadas em Janeiro e em Novembro (duas pela ANAPRO e uma pela APU) em que os profissionais exigem o pagamento das horas extras conforme estabelecido por lei, o que acontece é a evolução das promessas não cumpridas por parte do governo.
Apesar das garantias dadas em Novembro corrente que as horas extras em atraso seriam pagas após os salários, os professores constatam que os pagamentos têm sido realizados de forma fragmentada, sem garantias de conclusão para todos os professores afectados.
Diante de um cenário alegadamente de incertezas e descontentamento, a associação comunica que, em solidariedade e como forma de protesto, a Associação dos Professores Unidos-APU decidiu pela paralisação no controle e correcção de exames para os Professores e propõe o adiamento dos Exames nacionais para uma data segura. Esta medida visa resguardar os direitos e a dignidade dos professores e a segurança dos alunos, garantindo que apenas o Director da Escola, Director Adjunto, Chefe da Secretaria e seus auxiliares sejam responsáveis por assegurar os cuidados mínimos necessários durante este período de instabilidade e incerteza.
É importante salientar que a actual conjuntura política e social do país, marcada por manifestações violentas e uma tensão pós-eleitoral que já dura dois meses, coloca em risco a segurança e o bem-estar de todos os envolvidos no processo educacional, desde os professores até os alunos, muitos dos quais são menores de idade. A Associação dos Professores Unidos-APU está atenta a este contexto e continuará a agir em defesa dos direitos e interesses da classe docente.
“Reiteramos o nosso compromisso em garantir um ambiente educacional seguro e propício ao desenvolvimento académico dos nossos alunos. Seguimos em constante diálogo com as autoridades competentes na busca por soluções justas e eficazes para as demandas dos professores. Juntos, somos mais fortes e capazes de enfrentar os desafios que se apresentam. Contamos com a compreensão e apoio de todos os membros da Associação dos Professores Unidos-APU neste momento crucial. Em caso de dúvidas ou mais informações, não hesitem em contactar a direcção da associação” refere uma nota da associação de professores distribuída a imprensa. A Organização Nacional dos Professores, ONP, aparentemente controlada pelo regime em vigor, distancia-se da decisão sobre a paralisação e garante que os seus filiados não vão acatar a ordem da paralisação anunciada.





