Um jovem morreu ontem em Maputo em consequência dos confrontos entre a Polícia da República de Moçambique, PRM e manifestantes que responderam ao chamamento de Venâncio Mondlane, candidato presidencial eleitoral, para aderir a greve geral contra os resultados alegadamente fraudulentos que estão a ser divulgados pela Comissão Nacional de Eleições.
O jovem foi baleado pela polícia no bairro da Urbanização em Maputo. Os familiares da vítima negam que o malogrado estaria envolvido no grupo de protestantes e acreditam ter sido uma acção premeditada de um agente da polícia para desgraçar a família. Os familiares dizem ainda que o homem, de 23 anos, encontrou a morte a caminho do hospital depois de ferimentos graves causados por uma bala disparada por agente da polícia contra a vítima inocente.
Entretanto, o Hospital Central de Maputo diz que atendeu 16 pessoas vítimas das manifestações desta segunda-feira. Dos 16 casos, cinco estão internados e o restante teve alta hospitalar.
A manifestação foi convocada pelo candidato as 7ª s eleições presidenciais Venâncio Mondlane alegadamente em protesto aos resultados eleitorais que dão vitória ao candidato Daniel Chapo e o seu partido a Frelimo. A fúria popular agudizou-se depois do assassinato do advogado de Venâncio Mondlane, Elvino Dias e o representante do partido Podemos, Paulo Guambe.





