Apesar do Silêncio de Nyusi SADC Apela a Investigação do Assassinato de Elvino Dias

O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, é das poucas entidades que ainda não reagiu ao assassinato de Elvino Dias e Paulo Guambe dia 18 de Outubro em Maputo. Elvino Dias e Paulo Guambe são quadros políticos que assassinados em circunstâncias estranhas numa altura em que o seu partido Podemos reclamam vitórias nas eleições da semana passada.

Enquanto o chefe de estado prefere o silêncio, a Comunidade de Desenvolvimento Para África Austral, SADC, que está em Maputo na observação eleitoral, emitiu uma Declaração de repúdio ao assassinato sexta-feira, 18 de Outubro dos políticos Elvino Dias e Paulo Guambe.

Samia Suluhu Hassan, Presidente da República Unida da Tanzânia e Presidente do Órgão da SADC sobre Política, Defesa e Cooperação de Segurança assinou a declaração.

“No dia 09 de Outubro de 2024, o povo da República de Moçambique votou pacificamente durante as suas Eleições Presidenciais, Legislativas e Provinciais em consonância com a sua Constituição.

A SADC está ciente de que os Órgãos de Gestão Eleitoral e outras instituições relevantes estão a finalizar os resultados eleitorais que se esperam que sejam divulgados em devido tempo.

Na sequência do lamentável incidente das mortes do Paulo Guambe, representante do partido político do PODEMOS, e Elvino Dias, advogado do partido a 19 de Outubro de 2024, a SADC apela às autoridades policiais da República de Moçambique para que tomem todas as medidas necessárias para que uma investigação seja realizada Fora.

Exortamos também todas as partes interessadas a exercerem contenção enquanto as autoridades competentes realizam investigações.

A SADC observou que geralmente as eleições na República de Moçambique tiveram lugar de forma pacífica. É este espírito que a SADC insta todas as partes interessadas a defenderem no período anterior e depois do anúncio oficial dos resultados eleitorais. Como tal, apelamos a todas as partes interessadas para que garantam que a paz e a estabilidade em Moçambique continuem a prevalecer.”

Alguns sectores da opinião pública dizem que o ambiente de terror e medo que Moçambique vive está estritamente ligado ao fim do mandato de Filipe Nyusi na presidência da republica.

 

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