INE Denuncia Aumento dos Preços dos Produtos da Primeira Necessidade em Moçambique

O Instituto Nacional de Estatística de Moçambique, INE, diz que de uma maneira geral os preços dos produtos da primeira necessidade tende a disparar no país.

Dados recolhidos em Setembro findo, nas Cidades de Maputo, Beira, Nampula, Quelimane, Tete, Chimoio, Xai-Xai e Província de Inhambane, quando comparados com os do mês anterior, indicam que o País registou um aumento de preços na ordem de 0,16%. A divisão de Alimentação e bebidas não alcoólicas destacou-se, ao contribuir no total da variação mensal com cerca de 0,09 pontos percentuais (pp) positivos.

Desagregando a variação mensal por produto, é de destacar o aumento de preços do arroz em grão (1,1%), do carapau (1,1%), do feijão manteiga (1,9%), do quiabo (14,1%), de refeições completas em restaurantes (0,4%), da batata-reno (6,9%) e do limão (29,5%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,13pp positivos. No entanto, alguns produtos com destaque para o tomate (4,0%), a cebola (1,7%), o camarão fresco (2,9%), a galinha viva (0,6%), os medicamentos relacionados com a nutrição, sais minerais e vitaminas (5,2%) e os materiais diversos para manutenção e reparação da habitação (0,5%), contrariaram a tendência de aumento de preços, ao contribuírem com cerca de 0,07pp negativos no total da variação mensal.

De Janeiro a Setembro do ano em curso, o País registou um aumento do nível geral de preços na ordem de 1,20%. As divisões de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Restaurantes, hotéis, cafés e similares, foram as de maior destaque, ao contribuírem com cerca de 0,49pp e 0,24pp positivos, respectivamente

Analisando a variação acumulada por produto, importa destacar o aumento dos preços do peixe seco, de refeições completas em restaurantes, do feijão manteiga, do arroz em grão, do consumo de água canalizada, do milho em grão e do açúcar castanho. Estes comparticiparam com cerca de 0,97pp positivos no total da variação acumulada.

Os dados do mês em análise, quando comparados com os de igual período de 2023, indicam que o País registou um aumento do nível geral de preços na ordem de 2,45%. A divisão de Alimentação e bebidas não alcoólicas, foi a que tive maior subida de preços ao variar com cerca de 5,29%.

Desagregando a variação mensal pelos centros de recolha, que servem de referência para a variação de preços no País, nota-se que em Setembro findo todas as Cidade registaram subida de preços. A Cidade de Nampula (0,39%) foi a que registou a maior subida de preços, seguida das Cidades de Tete (0,27%), de Quelimane (0,22%), de Chimoio (0,19%), da Província de Inhambane (0,13%), e das Cidades da Beira (0,11%), de Xai-Xai (0,07%) e de Maputo (0,01%).

Desagregando a variação acumulada, verifica-se que de Janeiro a Setembro do ano em curso, todos os centros registaram uma subida do nível geral de preços. A Cidade de Quelimane registou a maior subida de preços com cerca de 2,83%, seguida das Cidades da Beira com 2,25%, de Chimoio com 1,04%, de Nampula 0,87%, de Maputo com 0,77%, de Xai-Xai com 0,75%, de Tete com 0,70% e da Província de Inhambane com 0,44%.

Relativamente a variação homóloga, todos os centros registaram uma subida do nível geral de preços. A Cidade de Quelimane registou a maior subida de preços com cerca de 3,95%, seguida da Cidade de Xai-Xai com 3,18%, da Cidade da Beira com 3,14%, da Cidade de Maputo com 2,32%, da Cidade de Chimoio com 2,28%, da Província de Inhambane com 1,92%, e das Cidades de Nampula com 1,80% e de Tete com 1,40%.

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