Secretismo na Reunião de Cristóvão Chume Com a Directora Geral da ENI em Maputo

O Ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Chume reuniu esta semana com uma equipa de gestão da multinacional ENI que explora o gás em Cabo Delgado. Não foram reveladas informações precisas sobre o teor do encontro, mas acredita-se que os gestores exigem garantias sobre o negócio sobretudo quando o governo de Nyusi está no fim.

Nos últimos anos, as operações de exploração de gás em terra na Bacia do Rovumo em Mocímboa da Praia, província de Cabo Delgado, estão interrompidas devido aos persistentes ataques terroristas que se registam desde o ano de 2017 e que estão a inviabilizar a exploração de recursos entre minerais e energéticos naquela região do norte de Moçambique.

Tanto a quanto evasiva sobre o teor das discussões, uma nota oficial do Ministério da Defesa Nacional, refere que o ministro Cristóvão Chume recebeu a Directora Geral da ENI, Marica Calabrese e sua equipe, com quem abordou sobre a segurança das operações petrolíferas offshore da Bacia do Rovuma.

A nota do ministério de Chume indica também que as partes reiteraram a necessidade de aprimorar a formação militar, visando a protecção das áreas dos projectos Coral Sul e Coral Norte. A União Europeia diz que acaba de formar 11 militares de intervenção rápida, mas aparentemente não o registo da melhoria da situação no teatro operacional.

Os dados do governo dão conta igualmente de que a ENI no encontro com o Ministro da Defesa destacou ainda o impacto positivo da responsabilidade social e do apoio às PME’s e comunidades locais, mas as pequenas e medias empresas reclamam que o modelo do ‘doing business’ das multinacionais não tem enquadramento local sobretudo devido a problemas na legislação de conteúdo local em Moçambique.

O Ministério da Defesa Nacional e a ENI ROVUMA BASIN dizem-se parceiros estratégicos no contexto da Segurança Marítima na área de exploração de gás natural offshore, na Bacia de Rovuma.

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