Foi de semblantes entusiásticos que os moçambicanos inauguraram este fim-de-semana, – em quase todas as circunscrições que perfazem o território nacional, – a campanha eleitoral referente as sétimas eleições presidenciais e legislativas na história democrática do país. Movimento desusado encabeçado pelos principais intervenientes e interessados directos do processo, nomeadamente os partidos políticos, candidatos e concorrentes, saíram pelas ruas, onde ainda estão e vão continuar nos próximos 45 dias, (na tentativa) ou até vendendo os seus manifestos políticos para convencer mais de perto e directamente o cidadão eleitor a votar.
São visíveis ainda – e para nós naturalmente – os problemas de inicio, sobretudo nos pequenos partidos alguns dos quais não conseguiram abrir a campanha, acusando desembolsos tardios por parte da Comissão Nacional das Eleições; as condições climáticas também influenciaram o inicio da campanha em alguns locais como em Quelimane em que a chuva não permitiu que os protagonistas se exibissem a vontade; o partido Frelimo conseguiu iniciar aparentemente um pouco mais forte que o resto das formações politicas, dominados pela Renamo, (o maior e mais antigo partido da oposição) seguindo-se o Movimento Democrático de Moçambique, MDM (com assentos parlamentares) e por último (e não menos importante) o grupo de pequenos partidos reunidos na candidatura de Venâncio Mondlane, estreante com os símbolos do Podemos, que a última hora se juntou para suportar a sua candidatura nas legislativas. Alguns sectores da opinião publica dizem que o candidato e presidente da renamo está ausente do país.
Os protagonistas parecem todos moralizados para ‘vender o seu peixe’ junto do eleitorado este que, por sua vez, aparece visivelmente sedento de melhorias nas suas vidas e ainda no diz respeito a segurança sobre o que pode vir a ser o futuro das suas vidas.
Apesar do inicio meio pacífico em termos de incidentes envolvendo integrantes das caravanas, é cedo para dizer se a campanha eleitoral para as eleições de 9 de Outubro em Moçambique vai ou não correr bem.
Até agora e de uma maneira geral, não há também queixas sobre o desempenho da Polícia nesta fase inicial da chamada ‘caça ao voto’; sobre a observação eleitoral e sem muita expressão, os observadores locais, representadas por algumas organizações não governamentais vê-se timidamente no terreno dominado pelos partidos políticos e a ‘polícia republicana’.





