No fim do mandato, o ministro moçambicano do interior está a desencadear uma série de mexidas na estrutura administrativa e de gestão da Polícia da República de Moçambique, PRM.
Esta segunda-feira, 12 de Agosto, o Ministro do Interior Pascoal Ronda conferiu posse a oito Comissários da polícia a cargos de Comando, Direcção e chefias no Comando Geral da Polícia da República de Moçambique. Há relatos sobre a existência de rixas na relação entre Pascoal Ronda e Bernardino Rafael.
Trata-se de António Bachir – Primeiro Adjunto do Comissário da Policia, nomeado para Comandante do Ramo da Policia de Fronteiras; Abílio Arnaldo Ambrósio – Primeiro Adjunto do Comissário da Polícia, nomeado para Comandante do Ramo da Polícia Costeira, Lacustre e Fluvial; Cardoso Machai- Adjunto do Comissário da Policia, nomeado Director de Operações do Comando Geral da PRM; Dinis Mitandi Adjunto do Comissário da Policia, nomeado Director de Informação Interna no Comando Geral da PRM; Sílvia Mahumane – Adjunto do Comissário da Policia, nomeada Directora de Pessoal e Formação do Comando Geral da PRM; Badrudino Rugnate – Adjunto do Comissário da Polícia, nomeado Director da Doutrina e Ética Policial no Comando Geral da PRM; João Mário Mupuela – Adjunto do Comissário da Policia, nomeado para Comandante Provincial da PRM-Nampula; e Celestino Albano Vianeque – Adjunto do Comissário da Policia, nomeado para Comandante Provincial da PRM-Gaza.
Alguns sectores consideram estas mexidas como sendo para viabilizar interesses da política, uma vez que os nomeados estarão na linha da frente da gestão do processo eleitoral por parte da polícia. Mas outros sectores de opinião consideram que Pascoal Ronda, com estas nomeações está a preparar a cama, dado que com a queda do regime de Nyusi o seu futuro em frente do Ministério do Interior é incerto.
No acto de posse, Ronda instruiu aos empossados a trabalhar em prol de esclarecimento de crimes violentos, ondas de sequestro, terrorismo e prevenção e o combate aos acidentes de viação.
O Comandante Geral da Polícia é nomeado pelo Presidente da República. Bernardino Rafael, actual comandante-geral da polícia é apresentado como o braço operativo de Filipe Nyusi para o fracasso da guerrilha moçambicana na resposta ao terrorismo na provincial de Cabo Delgado e na resposta aos raptos. Bernardino Rafael para além da degradação da situação da segurança no país é acusado também de usar a sua posição e proximidade ao Chefe de Estado para viabilizar a sua paixão de académico e intelectual na publicação de livros às custas do erário público.





