A vida e obra do decano artista e compositor musical Dillon Djindji são celebradas esta semana na vila de Marracune, norte da capital do país Maputo. Várias actividades de diversas esperas artísticos culturais são chamadas para dar brilho às celebrações dos 98 anos de vida de Dillon Djindji também conhecido como o rei da marrabenta, uma cultura tradicional de canto e dança da sua zona de origem.
O programa de homenagem e celebração dos feitos de Dillon que tem sido partilhado pelas autoridades governamentais locais indicam um vasto leque de actividades, sobretudo do sector da música incluindo a inauguração de uma rua com o nome de Dillon Djindji para além de um mural de arte os seus feitos e o seu reconhecimento social.
Dillon Djindji nasceu a 14 de Agosto de 1927, em Marracuene, a cerca de 30 km a norte de Maputo, em Moçambique. Aos 12 anos construiu a sua própria guitarra, com apenas três cordas, a partir de uma lata de óleo. Três anos depois, teve a sua primeira guitarra e com ela começou a tocar em casamentos e em festas particulares. Nessa altura, tocava os populares estilos musicais zukuta e mágica.
Em 1945, após a conclusão dos estudos secundários, frequentou um curso de estudos bíblicos da missão suíça, no Seminário Ricalta, uma instituição ecuménica dos arredores de Maputo. Em 1947 foi exercer as funções de pastor na ilha Mariana actual ilha Josina Machel, província de Maputo). Nessa ilha, iniciou-se nos recentes ritmos da marrabenta, um estilo musical urbano típico do sul de Moçambique. Em 1950, para ganhar algum dinheiro, foi trabalhar como mineiro para a África do Sul e, em 1954, regressando a Moçambique, foi trabalhador numa cooperativa agrícola.
Em 1960, criou o seu próprio grupo de música, Estrela de Marracuene, em 1964, actuou pela primeira vez na rádio, na estação Voz Africana, e gravou o seu primeiro álbum, Xiguindlana, em 1973, através da casa discográfica Produções 1001, na qual trabalhou como coordenador de produção. Em 1994, ganhou o N’goma-Moçambique, um concurso da Rádio Moçambique, na categoria de canção mais popular, com a música Juro Palavra d’Honra, Sinceramente Vou Morrer Assim, através da qual exprime as dificuldades em viver em Moçambique.
A partir de 2001, lançou a sua carreira, a nível internacional, como membro do grupo Mabulu. Naquele ano, actuou pela primeira vez fora de Moçambique e demonstrou, apesar dos seus 74 anos, uma inesgotável energia e uma grande agilidade para a dança. Em 2002, gravou o seu primeiro trabalho internacional, a solo, num cd intitulado Dilon, no qual a marrabenta é apresentada de forma mais acústica e minimalista.
O seu reportório é constituído por canções sobre o amor e as relações humanas, como “Maria Teresa”, “Angelina”, “Achiltanwana”, “Maria Rosa”, “Hilwe-Wa Santi”, canções sobre Moçambique, das quais se destaca “Sofala”, “Marracuene”, canções sobre os problemas que afetam a sociedade do seu país, entre muitas outras. A partir de 2001, lançou a sua carreira, a nível internacional, como membro do grupo Mabulu. Naquele ano, atuou pela primeira vez fora de Moçambique e demonstrou, apesar dos seus 74 anos, uma inesgotável energia e uma grande agilidade para a dança. Em 2002, gravou o seu primeiro trabalho internacional, a solo, num cd intitulado Dilon, no qual a marrabenta é apresentada de forma mais acústica e minimalista.





