O músico moçambicano Salimo Muhamad, referência no desenvolvimento cultural de Mocambique, morreu na noite de quarta-feira, 07 de Agosto, 2024, em Maputo, vítima de doença prolongada, aos 75 anos.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, reagindo a notícia diz que Salimo Mohamed era uma célebre figura das artes moçambicanas que com sua voz inconfundível contribuiu para a construção de uma referencia sobre as artes moçambicanas.
“Com a participação deste artista no desenvolvimento cultural nacional, a sua irreverência de criar sons e ritmos que identificassem a identidade cultural moçambicana, deixa um enorme vazio nas artes moçambicanas. Estamos convictos de que o trabalho por ele feito e que inspirou milhões de moçambicanos continuará a estar presente entre nós” escreve Nyusi, na sua pagina do facebook.
Autor de temas como “Sambrowera fandango” e “Mamana Maria”, o artista, de nome Domingos Simião Mazuze, nascido em Xai-Xai, província de Gaza, em 13 de Agosto de 1948, estava internado há vários dias no Hospital Central de Maputo para tratamento de cancro de pulmão de que padecia.
A média escreve que o artista foi recentemente diagnosticado com cancro do pulmão. O nome Salimo Muhamad é pseudónimo de Domingos Simião Mazuze Júnior, nascido a 13 de Agosto de 1948, em Xai-Xai, capital da província de Gaza.
O cantor era formado em Pintura Decorativa na escola Mouzinho de Albuquerque, actual Escola Industrial de Maputo.
Em 2020, Salimo Muhamad lançou o seu último disco “Wayitiva” em 2020. É co-fundador das associações Associação dos Músicos Moçambicanos e Associação Moçambicana de Autores. Publicou o livro “Calças Molhadas”. Participou do filme “Tempos do Leopardo”.





