Julgamento de Chang Próximo do Fim e EUA Dizem Que Filipe Nyusi É Um dos Implicados

Teve lugar esta segunda-feira, 5 de Agosto, a sessão de apresentação das alegações finais no julgamento de Manuel Chang antigo Ministro das Finanças que decorre desde meados de Julho passado no Tribunal Distrital de Brooklyn, cidade de Nova Iorque.

Porém o Governo dos EUA, através do Departamento de Justiça, acrescentou mais nomes de cidadãos moçambicanos acusados de serem conspiradores das dívidas ocultas. A acusação inicial do envolvia Manuel Chang, Teófilo Nhangumele e António Carlos do Rosário como arguidos moçambicanos no processo mas, esta segunda-feira (05/08) a acusação acrescentou os nomes de Filipe Nyusi, antigo ministro da Defesa Nacional e actual Presidente de Moçambique, Gregório Leão, antigo Director do SISE, Armando Ndambi Guebuza, filho do presidente Guebuza e Isaltina Lucas, antiga directora Nacional de Tesouro, numa lista de pessoas que o procurador Hiral Metha designou de conspiradores. Não significa que estas pessoas tenham sido constituídas arguidas pelo DoJ dos EUA, no entanto, são considerados conspiradores no esquema das dívidas ocultas que, segundo a acusação, defraudou investidores norte americanos.

As agencias que acompanham o julgamento referem que neste momento prevalecem apenas duas acusações contra Chang: a conspiração para cometer fraude financeira e a lavagem de dinheiro obtido desta conspiração. A procuradora Genny Ngai indicou que Chang recebeu sete (7) milhões de dólares de subornos, dois milhões pela assinatura de garantias para viabilizar o empréstimo da ProIndicus (622 milhões de dólares) e cinco milhões pela assinatura de garantias para viabilizar o empréstimo da EMATUM (850 milhões de dólares).

Os dois milhões referentes a garantias da ProIndicus terão sido pagos através da transferência para conta de uma empresa denominada Genoa Asset, SA e os cinco milhões referentes a garantias da EMATUM foram pagos para contas de uma empresa denominada Thyse International. Algumas correntes da opinião pública acreditam que depois de terminar o mandato Nyusi pode ser chamado a responder em tribunal sobre o desfalque das dívidas ocultas.

 

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