A Associação Médica de Moçambique (AMM) anunciou esta semana que vai iniciar, a partir de segunda-feira, 29 de Julho, a 3ª fase da greve nacional da classe, que deverá prolongar por 21 dias prorrogáveis em função da reacção das autoridades governamentais.
Os médicos desde o ano passado apresentaram um caderno reivindicativo com 23 pontos tendo o governo respondido actualmente apenas a 25% restando 75% ainda por cumprir. Dados oficiais indicam que em Moçambique existem actualmente 2.500 médicos para um universo de 30 milhões de cidadãos.
Na sua comunicação de lançamento da paralisação feita esta segunda-feira em Maputo os médicos referem que desde Fevereiro passado que não se registam avanços no diálogo que vinha decorrendo, e que as negociações foram, na prática, unilateralmente paralisadas pelo Governo. Os médicos reivindicam sobretudo melhorias salariais e condições de trabalho. A greve destes profissionais tinha sido suspensa em Agosto de 2023 depois de um acordo que, alegadamente o governo está a ignorar. Dados não oficiais indicam que a primeira paralisação resultou na morte de pelo menos mil pessoas entre outros danos humanos e materiais.
Para além da greve dos médicos, o governo de Moçambique está também a gerir a situação da paralisação laboral dos juízes, enfermeiros, professores e dos magistrados do Ministério Público.
Alguns sectores de opinião dizem que a situação dos funcionários públicos degradou acentuadamente desde que Filipe Nyusi chegou a presidência da república em 2014.





