O Inquérito Demográfico e de Saúde de Moçambique 2022–23 (IDS 2022–23) lançado semana passada em Maputo é o quarto inquérito do género, depois dos realizados em 1997, 2003 e 2011. O inquérito utilizou uma amostra nacionalmente representativa de cerca de 16 094 agregados familiares seleccionados aleatoriamente.
Os dados revelam que desde 2003, a percentagem de agregados familiares que possuem rádio tem vindo a decrescer, passando de 53% em 2003 para 29% em 2022 – 23. A posse de televisão aumentou de 9% em 2003 para 28% em 2022 – 23.
Por outro lado, o acesso aos meios de comunicação de massa favorece a aquisição de informação e o crescimento intelectual. A percentagem da população que tem acesso a todos os três meios de comunicação – jornais, televisão e rádio – é ligeiramente inferior entre as mulheres (2%) do que os homens (3%). A televisão é o meio de comunicação mais abrangente para as mulheres (29%) e para os homens (37%), quando comparada com a exposição da população ao jornal e rádio. No entanto, ao longo da semana, 63% das mulheres e 45% dos homens não estão expostos a quaisquer dos três meios de comunicação social anteriormente mencionados.
De acordo com o inquérito, a percentagem de pessoas expostas à televisão aumentou nas últimas duas décadas, passando de 15% das mulheres e 23% dos homens em 2003 para 29% das mulheres e 37% dos homens em 2022 – 23. Para o mesmo período, a percentagem de pessoas expostas à rádio diminuiu ao longo do tempo, passando de 46% das mulheres e 75% dos homens em 2003 para 18% das mulheres e 34% dos homens em 2022 –23.
Entretanto entre os três meios de comunicação, as mulheres (59%) e os homens (67%) da área urbana estão mais expostos à televisão do que aos restantes meios de comunicação social. Na área rural, 14% das mulheres e 30% dos homens estão mais expostos à rádio. Nas províncias de Nampula e Zambézia, mais de três quartos das mulheres (79% e 78% respectivamente) não têm acesso a qualquer dos três meios de comunicação, pelo menos, uma vez por semana. Por sua vez, a Cidade de Maputo destaca-se por apresentar a menor percentagem de mulheres sem acesso a qualquer dos três meios de comunicação, com apenas 10%. Esta percentagem é três vezes menor do que a segunda mais próxima, que é a província de Maputo, com 30%.





