O recente acidente de viação envolvendo o filho primogénito do Presidente da República, Florindo Nyusi, trouxe à superfície a paixão por carros de luxo que têm os filhos primogénitos dos presidentes moçambicanos.
À excepção a esta regra, está o presidente Samora Machel que governou Moçambique durante 11 anos com mão de ferro e sob orientação ideológica comunista.
No seu recente acidente, Florindo Nyusi, o filho primogénito do Presidente moçambicano estava a conduzir uma viatura Mercedes BRABUS que segundo pesquisas de mercado está avaliada em cerca 20 milhões de Meticais. Valor, sem sombra de dúvidas, que é uma verdadeira fortuna. Mas esta é apenas uma das muitas viaturas de luxo de Florindo Nyusi, que acredita-se ter uma rica colecção de viaturas topo de gama que nada lembram que ele é filho do presidente de um dos países mais pobres do mundo.
Na sua colecção de viaturas diz-se ter, “ o Ferrari modelo F12 Berlinetta, o Mc Laren GT e a mais recente actualização por encomenda da alemã Range Rover: o Lumma clr rs V8”. As viaturas que alimentam a paixão de Florindo custam milhões de meticais o que levanta questões sobre a proveniência do dinheiro para a compra das mesmas. Algumas das viaturas de luxo de Florindo Nyusi terão sido oferecidas por António Carlos do Rosário, ex- director da Inteligência Económica do SISE, Serviços de Informação e Segurança de Estado, condenado à pena de prisão no âmbito do processo das chamadas “dívidas ocultas”.
Foi no julgamento do processo das chamadas “dívidas ocultas” que se ficou a saber que o filho primogénito de Armando Guebuza, antigo Presidente moçambicano, também tinha uma séria paixão por carros de luxos. No referido julgamento ficou-se a saber que Ndambi Guebuza, tinha comprado com o dinheiro que recebeu da PRIVINVEST no processo das “dívidas ocultas”, qualquer coisa como 15 viaturas de luxo.
As referidas viaturas foram compradas para si e também para oferecer a amigos. Do rol de viaturas adquiridas por Ndambi Guebuza destacam-se marcas verdadeiramente caras como Ferrari, Rolls Royce, Meserrati, Aston Martin entre outras que parecem ser uma ironia se nos lembramos que o seu progenitor enquanto esteve no poder teve como prioridade “ o combate a pobreza absoluta”.
A paixão por carros de luxo não passou ao lado da vida de Nympine Chissano, o falecido primogénito de Joaquim Chissano, antigo Presidente da República. Nyimpine Chissano, a quem o pai denominou de, “empresário de sucesso” passeava-se na cidade em carros de luxo das mais diversas marcas de preços verdadeiramente extravagantes.
Mas foi aquando do julgamento do caso do assassinato do jornalista Carlos Cardoso, que teve lugar em 2002 que a sua paixão por carros de luxo tornou-se conhecido pelo grande público. A falecida empresária, Cândida Cossa, declarante no referido processo, disse que tinha ajudado a Nyimpine Chissano, seu irmão Naite e Nanaio Pateguana a comprarem dois Mercedes S- Class e um Mercedes E-Class que na altura eram um verdadeiro luxo não acessível a qualquer um.
Os factos mostram que a paixão por carros de luxo é algo comum aos filhos dos presidentes moçambicanos. Este facto levanta vários questionamentos sobretudo, porque Moçambique é um país muito famoso pelos elevados índices de pobreza. (CF)





