O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, INGD diz que até 10 de Janeiro corrente os actos terroristas, que consistem em ataque a alvos civis e militares em Cabo Delgado e Niassa, incluindo as acções de instabilidade desencadeadas pela junta militar da Renamo na Zona Centro do País, causaram o deslocamento de um universo de 875.108 pessoas (185.063 famílias), incluindo 419.456 crianças.
De acordo com a mais recente actualização do INGD, a maioria das pessoas afectadas pelo terrorismo estão refugiadas em diferentes locais das províncias de Cabo Delgado, Niassa, Nampula, Zambézia, Manica, Sofala e Inhambane.
Os dados do governo indicam que a maior parte dos deslocados (862.424 pessoas) é proveniente da província de Cabo Delgado, 8.726 pessoas são da Zona Centro do país e as restantes 3.958 provenientes do distrito de Mecula, Província de Niassa.
Por outro lado, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, diz ainda que nos últimos seis meses forneceu assistência e transporte a um total de 6.277 concidadãos repatriados da Republica da África do Sul, para os seus destinos finais (Maputo Província, Cidade de Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala, Manica, Tete, Zambézia, e Niassa).
O INGD não revelou as causas que levaram ao repatriamento destes nacionais, mas presume-se que a maior parte destes tenham sido evacuados por razões relativas a migração ilegal.
Segundo O INGD, o último grupo de repatriados entrou no país no dia 29.12.2021, com 132 pessoas, distribuídas por Maputo Cidade (71), Maputo Província (96), Gaza (108), Inhambane (39), Manica (53), Sofala (17) e Cabo Delegado (01).
Porém, em termos de resposta humanitária, aponta-se os Centros Operativos de Emergência nas províncias e distritos que continuam a garantir a assistência humanitária às famílias afectadas.





