Instituto Nacional de Estatística diz que em Junho Moçambique Registou uma Inflação de 0,21%

O Instituto Nacional de Estatísticas, INE, refere que tomando como referência os dados recolhidos em Junho último, nas Cidades de Maputo, Beira, Nampula, Quelimane, Tete, Chimoio, Xai-Xai e Província de Inhambane, quando comparados com os do mês anterior, indicam que o País registou uma queda de preços na ordem de 0,21%. A divisão de Alimentação e bebidas não alcoólicas destacou-se, ao contribuir no total da variação mensal com cerca de 0,28 pontos percentuais pontos percentuais negativos.

Desagregando a variação mensal por produto, é de destacar a queda de preços do tomate (16,6%), da couve (8,6%), da alface (14,3%), do carapau (1,1%) do óleo alimentar (1,0%), do repolho (7,7%) e de camisetes para crianças (11,2%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,36% negativos.

Contudo, alguns produtos com destaque para o feijão manteiga (2,8%), o milho em grão (8,0%), os telemóveis (2,4%), o peixe fresco (1,2%), o peixe seco (0,7%), os perfumes e águas de colonia (2,2%) e o detergente em pó (1,0%), contrariaram a tendência de queda de preços, ao contribuírem com cerca de 0,13pp positivos no total da variação mensal.

Durante o primeiro semestre do ano em curso, o País registou um aumento do nível geral de preços na ordem de 1,20%. As divisões de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Restaurantes, hotéis, cafés e similares, foram as de maior destaque, ao contribuírem com cerca de 0,62pp e 0,18 pontos percentuais positivos, respectivamente.

Desagregando a variação acumulada por produto, importa destacar a subida dos preços do peixe seco, de refeições completas em restaurantes, do feijão manteiga, do arroz em grão, da cebola, do consumo de água canalizada e do açúcar castanho. Estes comparticiparam com cerca de 0,96pp positivos no total da variação acumulada.

Os dados do mês em análise, quando comparados com os de igual período de 2023, indicam que o País registou uma subida do nível geral de preços na ordem de 3,04%. As divisões de Educação e de Alimentação e bebidas não alcoólicas, foram as que tiveram maior subida de preços ao variarem com cerca de 10,57% e 5,15%, respectivamente.

Desagregando a variação mensal pelos centros de recolha, que servem de referência para a variação de preços no País, nota-se que em Junho último, somente a Cidade de Nampula registou aumento de preços com 0,06%. No entanto, a maior queda de preços foi registada na Cidade de Maputo com – 0,43%, seguida da Cidade de Chimoio com -0,28%, da Cidade de Tete com -0,27%, da Cidade de Quelimane com -0,21%, da Cidade de Xai-Xai com – 0,15%, e por fim a Província de Inhambane e a Cidade da Beira com -0,06% e -0,03%, respectivamente.

Desagregando a variação acumulada, verifica-se que durante o primeiro semestre do ano em curso, todos os centros registaram uma subida do nível geral de preços. A Cidade de Quelimane registou a maior subida de preços com cerca de 2,74%, seguida das Cidades da Beira com 1,95%, de Xai- Xai com 1,13%, de Nampula com 0,88%, de Tete com 0,83%, de Chimoio com 0,76% e da Província de Inhambane com 0,14%.

Relativamente a variação homóloga, todos os centros registaram uma subida do nível geral de preços. A Cidade de Xai-Xai registou a maior subida de preços com cerca de 6,17%, seguida da Cidade Quelimane com 5,81%, da Cidade da Beira com 3,11%, da Província de Inhambane com 2,84%, e das Cidades de Maputo com 2,71%, de Nampula com 2,44%, de Chimoio com 2,43% e de Tete com 0,76%.

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