Ministro Timorense e Embaixador Japonês Visitam Central Termoeléctrica de Maputo

A Central Termoeléctrica de Maputo, uma importante infra-estrutura eléctrica de geração de energia no processo ciclo-combinado, recebeu no dia 6 de Julho corrente a visita do Ministro dos Negócios Estrangeiros da República Democrática de Timor-Leste, Benedito dos Santos Freitas. O dirigente referiu que aquele empreendimento é uma “obra de qualidade excepcional e reflecte a importância que a geração de energia tem para os dois países”, tendo revela do, na ocasião, que Timor Leste ainda produz energia com base em diesel e há todo o interesse de estabelecer parcerias com Moçambique para colher experiência do uso de outras fontes de geração, menos nocivas ao ambiente, como é o caso do gás.

A 5 de Julho, o novo Embaixador do Japão, em Moçambique, Keiji Hamada, efectuou, igualmente, uma visita de trabalho à Central Termoelectrica de Maputo (CTM), tendo, de seguida, o PCA da EDM convidado o Embaixador do Japão a visitor o Centro de Formação da EDM, que funciona junto à Central Termoeléctrica de Maputo.

Falando na ocasião, o Embaixador Hamada referiu que esta é a sua Terceira missão em Moçambique, depois de 10 anos e está muito satisfeito por, mais uma vez, estar envolvido no fortalecimento das relações de amizade entre o Japão e Moçambique. “Nas relações Japão-Moçambique, registaram-se também progressos significativos na prestação de cooperação económica por parte do Japão, nomeadamente na construção da Central Termoeléctrica de Maputo, que surgiu da necessidade de melhorar a qualidade e fiabilidade do fornecimento de energia à região sul do País.”

O Presidente do Conselho de Administração da EDM, Marcelino Gildo Alberto, que recebeu os dois dirigentes, reconheceu que o desafio da electrificação do País exige que se aposte na Diversificação da Matriz Energética. De acordo com o PCA da EDM, a Central Termoeléctrica de Maputo, combinada com as Centrais CTRG, Gigawatt, na Província de Maputo, Kuvaninga, em Gaza, e as Centrais fotovoltaicas de Mocuba, na Província da Zambézia, Metoro, em Cabo Delgado e Tetereane, no Niassa, contribuem para a Diversificação da Matriz Energética e o aumento da capacidade de geração interna. “Estamos abertos a estabelecer parcerias e passar o know-how que a EDM possui para ajudar Timor no seu projecto de electrificação” adiantando que no negócio de energia “é preciso fazer uma planificação adequada, de tal forma que aquilo que são as necessidades no médio e longo prazos possam ser, todas elas, devidamente planeadas e cumpridas.”

O Marcelino Gildo Alberto, referiu ainda, na ocasião, que “esta Central de Ciclo-combinado é pioneira no País e, na África Austral, é uma das tecnologicamente mais avançadas”, adiantando que o financiamento, de cerca de 180 milhões de dólares para a construção da Central, feito pelo Governo Japonês, através da JICA e pelo Governo de Moçambique, incluiu a formação de quadros da empresa em matérias de operação e manutenção.

Importa referir que o Embaixador Japonês manifestou, durante a visita, o interesse em reforçar a cooperação do seu País com Moçambique na formação de técnicos em diversas áreas, tendo recordado que os técnicos que operam a Central Termoeléctrica de Maputo (CTM), dos quais cerca de 50% são mulheres, tiveram a oportunidade de ser formados no Japão.

A construção da Central iniciou em Novembro de 2016 tendo sido inaugurada em Agosto de 2018 pelo Presidente da República, Filipe Nyusi. A energia primária da Central provém do gás natural dos jazigos de Pande e Temane, em Inhambane. O empreendimento, que constitui o maior investimento do Governo de Moçambique e da EDM em infra-estruturas de produção de energia eléctrica nos últimos 30 anos, tem uma capacidade instalada de produção de 106 megawatts (MW) para alimentar a região sul do País, em particular as cidades de Maputo e Matola, contribuindo com cerca de 25 por cento de demanda da região.

Referira-se que a Electricidade de Moçambique pretende, com o apoio do Governo do Japão, proceder com a expansão da CTM, aumentando a actual capacidade de produção para o dobro, através da construção da segunda fase da Central. O projecto de expansão ainda está em fase de discussão, mas a EDM está confiante que a segunda fase da Central será uma realidade.

Impossível copiar o conteúdo desta página