Quarenta e duas mil crianças moçambicanas poderão receber ajuda alimentar este ano 2022, como resultado de uma nova parceria entre a organização humanitária Africana, a JAM e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).
A parceria, que terá uma duração de 18 meses, proporcionará uma refeição quente suplementar e nutritiva às crianças de 110 escolas em três províncias nomeadamente Cabo Delgado, Inhambane e Sofala, onde a insegurança alimentar é considera elevada.
“A alegria é imensurável”, diz Arsénio Mucavele, o director nacional da JAM em Moçambique.
O actual nível de insegurança alimentar em Moçambique deve-se a múltiplos choques causados pelas mudanças climáticas, como chuvas extremas, inundações, ciclones e infestações de pragas.
Moçambique é uma das nações mais afectadas pelas mudanças climáticas, segundo o novo Índice Global Climático 2021.
O país foi também atingido pelo conflito terrorista em curso no Norte onde cerca de 123 mil alunos do ensino primário e secundário geral ficaram afectadas no ano lectivo de 2021, segundo dados do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH).
As mudanças climáticas amplificam a pobreza existente e resultam num ciclo vicioso de vulnerabilidade ao passo que o conflito provocou um grande deslocamento interno de cerca de 700.000 pessoas.
Com o número de moçambicanos a viver em pobreza extrema, actualmente 60% — cerca de 18,2 milhões de pessoas — é extremamente difícil para os pais garantirem que as crianças tenham acesso à quantidade e qualidade certa e mantê-las na escola.
A segurança de um produto alimentar suplementar, o Harvest Lentil Pro (HLP) #404, sob a forma de uma sopa, da USAID irá aumentar a ingestão nutricional das crianças e melhorar a frequência escolar e o progresso académico, especialmente para as meninas.
O HLP, que inclui lentilhas, arroz, soja, batata, cebola, cenoura e sal e que é fortificado com micro nutrientes, proporcionará minerais e vitaminas necessários para uma dieta equilibrada.
Para garantir a propriedade e a sustentabilidade da comunidade no projecto, a JAM promoverá a colaboração com as partes interessadas relevantes, especialmente as associações de pais e professores, as comunidades e líderes locais, bem como os Ministérios da Educação, Saúde e Nutrição.
“Gostaríamos que os pais fossem treinados na preparação da sopa e envolverem-se”, diz Mucavele.
O projecto encontra-se em fase inicial de implementação – os produtos alimentares são esperadas no país brevemente para distribuição aos alunos neste ano, assim que as aulas iniciarem





