De Janeiro a Maio o País Registou Aumento Geral de Preços na Ordem de 1,42% – INE

O Instituto Nacional de Estatística, INE, refere que os dados recolhidos em Maio último, nas Cidades de Maputo, Beira, Nampula, Quelimane, Tete, Chimoio, Xai-Xai e Província de Inhambane, quando comparados com os do mês anterior, indicam que o País registou uma queda de preços na ordem de 0,38%. A divisão de Alimentação e bebidas não alcoólicas destacou-se, ao contribuir no total da variação mensal com cerca de 0,35 pontos percentuais (pp) negativos.

Analisando a variação mensal por produto, é de destacar a queda de preços da alface (25,4%), do tomate (6,3%), da couve (7,9%), do peixe fresco (3,3%), da cebola (5,9%), do milho em grão (7,6%) e do saco de cimento (5,6%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,36 pontos percentuais negativos.

No entanto, alguns produtos com destaque para o consumo de água canalizada (21,2%), a farinha de milho (0,9%), os chinelos para homens (4,7%), o quiabo (7,4%), o feijão manteiga (0,6%) e o amendoim (1,4%), contrariaram a tendência de queda de preços, ao contribuírem com cerca de 0,11pp positivos no total da variação mensal.

De Janeiro a Maio do ano em curso, o País registou um aumento do nível geral de preços na ordem de 1,42%. As divisões de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Restaurantes, hotéis, cafés e similares, foram as de maior destaque, ao contribuírem com cerca de 0,90pp e 0,18 pontos percentuais positivos, respectivamente.

Desagregando a variação acumulada por produto, importa destacar a subida dos preços do peixe seco, de refeições completas em restaurantes, do feijão manteiga, do tomate, do arroz em grão, da cebola e da couve. Estes comparticiparam com cerca de 1,00 pontos percentuais positivos no total da variação acumulada.

Os dados do mês em análise, quando comparados com os de igual período de 2023, indicam que o País registou uma subida do nível geral de preços na ordem de 3,07%. As divisões de Educação, de Restaurantes, hotéis, cafés e similares e de Alimentação e bebidas não alcoólicas, foram as que tiveram maior subida de preços ao variarem com cerca de 10,57%, 5,06% e 4,91%, respectivamente.

Analisando a variação mensal pelos centros de recolha, que servem de referência para a variação de preços no País, nota-se que em Maio último, todos os centros registaram uma queda do nível geral de preços. A maior queda de preços foi registada na Província de Inhambane com -0,90%, seguida da Cidade de Nampula com -0,53, da Cidade de Maputo com -0,51%, da Cidade de Quelimane com -0,33%, das Cidades de Xai-Xai e Chimoio com -0,29%, cada, e por fim as Cidades da Beira e de Tete com -0,10% e -0,02%, respectivamente.

Desagregando a variação acumulada, verifica-se que de Janeiro a Maio do ano em curso, todos os centros registaram uma subida do nível geral de preços. A Cidade de Quelimane registou a maior subida de preços com cerca de 2,96%, seguida das Cidades da Beira com 1,98%, de Maputo com 1,39%, de Xai-Xai com 1,28%, de Tete com 1,10%, das Cidades de Chimoio com 1,05%, de Nampula com 0,82% e da Província de Inhambane com 0,20%.

Relativamente a variação homóloga, todos os centros registaram uma subida do nível geral de preços. A Cidade de Quelimane registou a maior subida de preços com cerca de 5,39%, seguida da Cidade Xai-Xai com 4,79%, da Cidade da Beira com 3,29% e das Cidades de Maputo com 3,11%, de Chimoio com 2,87%, da Província de Inhambane com 2,67% e das Cidades de Nampula com 2,01% e de Tete com 1,14%.

 

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