Reacção dos Estados Unidos Sobre os Recentes Ataques a Liberdade de Imprensa em Moçambique

Declaração da Embaixada dos E.U.A. em Apoio à Liberdade de Imprensa em Moçambique.

A Embaixada dos Estados Unidos da América (E.U.A.) em Moçambique está profundamente preocupada com os relatos de violações dos direitos humanos contra jornalistas na terça-feira, 4 de Junho de 2024.

A Embaixada dos E.U.A. apoia os apelos para que as autoridades moçambicanas investiguem esses incidentes, garantindo que todos os autores sejam responsabilizados. Os direitos humanos e as liberdades de imprensa devem ser defendidos como pilares essenciais de uma sociedade democrática. A Embaixada continuará a acompanhar a situação de perto.

No princípio da noite da última terça-feira indivíduos supostamente ligados a polícia arrancaram a câmara de imagem de uma televisão independente, Stv, do grupo Soico. A câmara foi tirada de um repórter em plena entrevista ao porta-voz da polícia da Republica de Moçambique, defronte ao edifício onde funciona o PNUD, Agência das Nações Unidas para o Desenvolvimento uma zona nobre da capital Maputo. Na circunstância um grupo de agentes secretos aparentemente ligados ao governo de Moçambique e que terão sido afectos ao PNUD por mais de 20 anos reclamava, acompanhados pelas suas famílias, o pagamento de compensações pelo tempo de trabalho naquela organização das Nações Unidas.

No mesmo evento foi presa uma jovem activista de uma organização moçambicana que trabalha para a defesa dos direitos humanos no país. Na altura a jovem foi identificada como jornalista porque gravava imagens sobre o ajuntamento dos agentes da polícia secreta apelo seu celular, que continua confiscado pela polícia acusada de excesso de zelo.

O governo de Moçambique ainda não reagiu, pelo menos formalmente, mas o caso sobre o sumiço da câmara da Stv aconteceu no mesmo dia em que o Primeiro-ministro abriu um evento promovido pelo patrono da televisão e esteve lado a lado com Daniel David.

Impossível copiar o conteúdo desta página