A Associação dos profissionais da saúde que cumpre o primeiro mês de greve, diz que não assume qualquer responsabilidade pelos danos na saúde que se registam a nível dos hospitais, na sequência da paralisação laboral em curso exigindo melhorias nas condições de trabalho.
Sheial Chuquela Secretaria-geral Associação dos Profissional de Saúde recusou-se a avançar os números já contabilizados de óbitos nas unidades sanitárias relacionados a greve dos profissionais da saúde e apoiada publicamente pelos médicos. O balanço que a organização faz é dos primeiros 21 dias e anuncia em simultâneo o prolongamento da paralização para os próximos 30 dias em todos as unidades sanitárias do país.
O Ministro da Saúde na semana passada aparentemente levou jornalistas da confiança dele para mostrar publicamente os stocks de medicamentos que o governo diz dispor nos armazéns para o atendimento público. Sobre isso Sheila Chuquela diz que trata-se de um teatro dilatório de Armindo Tiago, porque ele levou e foi apresentar material a pessoas com pouca capacidade para avaliar ou analisar o conteúdo do que estava nas caixas que viram no armazém de medicamentos em Maputo
No entanto um estudo recente sobre os apoios que os Estados Unidos da América tem estado a providenciar ao governo de Moçambique indica que um dos grandes problemas do sector da saúde em Moçambique tem a ver com os problemas de armazenamento e logística na distribuição.





