Dados recolhidos em Março findo, nas Cidades de Maputo, Beira, Nampula, Quelimane, Tete, Chimoio, Xai-Xai e Província de Inhambane, quando comparados com os do mês anterior, indicam que o País registou uma subida de preços na ordem de 0,03%. A divisão de Vestuário e calçado destacou-se, ao contribuir no total da variação mensal com cerca de 0,04 pontos percentuais (pp) positivos.
Analisando a variação mensal por produto, é de destacar a subida de preços da cebola (6,8%), de refeições completas em restaurantes (0,8%), do peixe fresco (2,0%), do arroz em grão (1,0%), de veículos automóveis ligeiros em segunda mão (2,7%), de sapatos para crianças (5,1%) e de capulanas (1,3%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,17pp positivos. No entanto, alguns produtos com destaque para o tomate (2,8%), o milho em grão (6,8%), o carapau (1,1%), a couve (2,3%), a farinha de milho (1,0%), os cobertores e mantas (2,0%) e a batata-reno fresca (3,6%), contrariaram a tendência de subida de preços, ao contribuírem com cerca de 0,13pp negativos no total da variação mensal.
Durante o primeiro trimestre do ano em curso, o País registou uma subida do nível geral de preços na ordem de 1,43%. As divisões de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Restaurantes, hotéis, cafés e similares, registaram a maior subida de preços ao contribuírem com cerca de 0,95pp e 0,23pp positivos, respectivamente.
Desagregando a variação acumulada por produto, importa destacar a subida dos preços do tomate, de refeições completas em restaurantes, do peixe seco, do feijão manteiga, do arroz em grão, da couve e do açúcar castanho. Estes comparticiparam com cerca de 0,96pp positivos no total da variação acumulada.
Os dados do mês em análise, quando comparados com os de igual período de 2023, indicam que o País registou uma subida do nível geral de preços na ordem de 3,03%. As divisões de Educação, de Restaurantes, hotéis, cafés e similares e de Alimentação e bebidas não alcoólicas, foram as que tiveram maior subida de preços ao variarem com 10,39%, 5,93% e 4,94%, respectivamente.
Analisando a variação mensal pelos centros de recolha, que servem de referência para a variação de preços no País, nota-se que em Março findo, a Cidade de Xai-Xai com 0,27% registou a maior subida de preços, seguida das cidades de Nampula e Tete com 0,21% cada e por fim as cidades da Beira e de Maputo, com 0,13% e 0,08%, respectivamente. Porém, a Cidade de Chimoio, Província de Inhambane e Cidade de Quelimane, tiveram uma tendência contrária a das outras cidades, com quedas de preços de cerca de 0,39%, 0,37% e 0,09%, respectivamente.
Desagregando a variação acumulada, verifica-se que durante o primeiro trimestre, todos os centros registaram uma subida do nível geral de preços. A Cidade de Quelimane registou a maior subida de preços com cerca de 3,02%, seguida das cidades da Beira com 1,95%, de Xai-Xai com 1,36%, de Nampula com 1,23%, das cidades de Chimoio com 1,21%, de Maputo com 1,04%, de Tete com 1,01% e da Província de Inhambane com 0,75%.
Relativamente a variação homóloga, todos os centros registaram uma subida do nível geral de preços. A Cidade de Quelimane registou a maior subida de preços com cerca de 5,78%, seguida da Cidade Xai-Xai com 4,52%, da Província de Inhambane com 3,48% e das cidades da Beira com 3,39%, de Nampula com 2,73%, de Maputo com 2,28%, de Chimoio com 2,26% e de Tete com 1,80%.





