Dom Carlos Simão Matsinhe, Presidente da Comissão Nacional de Eleições, CNE, intervindo por ocasião da abertura do encontro sobre Género e Eleições referiu que o envolvimento das mulheres no processo eleitoral como eleitoras está em declínio, apesar do alto nível de registo eleitoral de mulheres.
O presidente da CNE disse que as mulheres em Moçambique ainda enfrentam algumas restrições, tanto como eleitoras bem como candidatas para cargos políticos e de governação, o que afecta negativamente o seu engajamento e interesse activo no processo eleitoral.
Segundo disse Dom Carlos Matsinhe, de forma geral, o espaço político em Moçambique continua sendo considerado de domínio masculino, o que torna o machismo e patriarcalismo a barreira principal contra o acesso das mulheres como candidatas nos partidos políticos. Grande parte dos partidos políticos nacionais ainda não assumiram com protagonismo suficiente o facto de que muitas mulheres são políticamente capazes.
Moçambique realizou em Outubro do ano passado as sextas Eleições Autárquicas. Os dados do recenseamento eleitoral de 2023 mostram que a maior parte de eleitores recenseados são mulheres, o que corresponde a 53,38%. “Apesar destas cifras, poucas mudanças podem ser notadas no número de cargos políticos ocupados pelas mulheres no nosso país” explicou o polémico presidente da CNE em Moçambique” explicou.
Para Dom Carlos Matsinhe, estes números revelam que as mulheres estão cada vez mais interessadas nos processos democráticos, mas continuamos a registar baixa representatividade nos cargos de poder público.





