Rogério Zandamela Diz que Moçambique está Economicamente Estável

O Governador do Banco de Moçambique diz que a economia nacional está a crescer e o país está bem, estável. A Taxa de Juro de Política Monetária reduz para 15,75%. Falando semana passada em conferência de imprensa destinada a partilhar as decisões do comité de Política Monetária do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela desdramatizou os equívocos relacionados com o crescimento da dívida interna.

Zandamela diz que o problema não está na dívida em si, mas no que se faz com o dinheiro do endividamento e reiterou também que foi muito bom que os maiores credores das dívidas ocultas tenham decidido perdoar Moçambique, mas não foi tudo, porque há bancos nacionais considerados pequenos credores que ainda estão a cobrar o que lhes é devido relativo as dívidas não declaradas. O governador apontou também a estabilidade das reservas internacionais.

Sobre as decisões de política monetária veja o comunicado na integra.

O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu reduzir a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, de 16,50% para15,75%. Esta decisão é sustentada pela consolidação das perspectivas de inflação em um dígito, no médio prazo, num contexto em que a avaliação de riscos e incertezas associados às projecções continua favorável.

As perspectivas de inflação mantêm-se em um dígito no médio prazo. Em Fevereiro de 2024, a inflação anual fixou-se em 4,0%, após 4,2% em Janeiro. A inflação subjacente, que exclui as frutas e vegetais e bens com preços administrados, também desacelerou. Para o médio prazo, mantêm-se as perspectivas de uma inflação em um dígito, reflectindo, sobretudo, a estabilidade do Metical e o impacto das medidas tomadas pelo CPMO.

Para o médio prazo, excluindo o gás natural liquefeito (GNL), perspectiva-se manutenção de um crescimento económico moderado. No quarto trimestre de 2023, estima-se que, excluindo o GNL, o produto interno bruto (PIB) tenha crescido3,6% depois de 3,3% no trimestre anterior. Quando incluído o GNL, o PIB cresceu 5,4%. No médio prazo, antevê-se que a actividade económica, excluindo a produção do GNL, continue a recuperar, não obstante as incertezas quanto aos impactos dos choques climáticos na produção agrícola e infra-estruturas diversas.

A pressão sobre o endividamento público interno mantém-se elevada. O endividamento público interno, excluindo os contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, situa-se em 344,0 mil milhões de meticais, o que representa um aumento de 31,7 mil milhões em relação a Dezembro de 2023.

A avaliação dos riscos e incertezas associado às projecções da inflação mantém-se favorável. Destacam-se como possíveis factores de contenção da inflação, no médio prazo, o esforço da consolidação fiscal e o impacto menos gravoso dos conflitos geopolíticos sobre a cadeia logística e sobre os preços das mercadorias no mercado internacional.

O CPMO continuará com o processo de normalização da taxa MIMO no médio prazo. No entanto, o ritmo e a magnitude continuarão a depender das perspectivas da inflação, bem como da avaliação dos riscos e incertezas subjacentes às projecções do médio prazo.

A próxima reunião ordinária do CPMO está agendada para o dia 29 de Maio de 2024.

Impossível copiar o conteúdo desta página