O ambiente rubro no actual contexto político eleitoral em Moçambique, centrado nas eleições gerais de Outubro próximo e que impõe a sucessão na liderança do partido Frelimo e consequente queda governamental, reflectiu-se no lançamento do livro “A Cadeira de Caniço” uma biografia de Daniel Gabriel Tembe.
A obra foi publicada em Maputo esta terça-feira, 20 de Fevereiro, pela editora Marimbique, do escritor Nelson Saúte, por sinal sobrinho de Daniel Tembe, o biografado no livro. Aparentemente a imprensa não tinha sido convidada dado que não se fez presente.
Na ocasião, Nelson Saúte fez uma intervenção como que de afronta ao Primeiro-ministro, Adriano Maleiane, presente na cerimónia. O escritor apontou um certo fracasso no desempenho do governo de Filipe Nyusi, “devo dizer isso, precisamos de uma política do livro; já o disse na presença da Ministra da Educação”. Maleiane não reagiu. Mas Saúte insistiu apontado as consequências da desvalorização do livro e da leitura na sociedade, sobretudo pelo governo prestes a encerrar mandato. Nas entre linhas o escritor aponta um desconforto pela forma como o governo tem estado a abordar as questões relativas literatura no país.
O lançamento contou com uma forte presença da ala frelimista liderada por Joaquim Chissano, como são os casos notórios de Castigo Langa, Tomas Salomão, Henrique Banze contanto que o prefácio é de Leonardo Simão. Alguns destes nomes são apontados como prováveis candidatos a sucessão de Nyusi na Frelimo e no Governo.





