Inaugura na próxima segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2024, em Maputo, a exposição de pintura intitulada “Alquimias de Amor”, dos artistas plásticos Rūta Jusionytè e Francisco Sepúlveda, com a curadoria de Yolanda Couto.
A exposição que marca a abertura do ano de actividades culturais da Fundação Fernando Leite Couto revela as mais recentes obras de dois artistas de cuja linguagem define-se pela harmonia, paz interior, viagem e utopia. Pode-se também encontrar nas obras, apesar das diferenças claras, a tendência para elevar o imaginário, a sonoridade, a interação de vários seres que remetem ao passado das tradições culturais europeias e latino-americanas, mas próximas do contexto africano, onde a natureza e as cores da terra constituem cenário comum.
Artistas com créditos firmados e constantemente preocupados em inovar, Rūta Jusionytè que é de origem lituana e Francisco Sepúlveda, de origem chilena, complementam-se na linguagem que imprimem nas suas obras. O espectador tem à sua espera uma mostra que em cada quadro uma nova e diferente ideia do mundo se lhe expõe sem forçar as conclusões.
Rūta Jusionytė, uma artista que vive e trabalha em Paris, organiza exposições anuais de pinturas e esculturas na Galeria de arte contemporânea “Menu Tiltas” em Vilnius, na Lituânia. Em 2023 preparou uma exposição de Verão para a Galeria Klaipèda na Polónia, conjuntamente com o seu marido, o pintor e gravador Francisco Sepulveda. A geografia das exposições dos artistas é mundial: galerias em França, Espanha, Suíça, Dinamarca e agora em Moçambique.
“Começo apenas com um mosaico colorido na tela, pontilhando pontos de forma divertida e vendo o que sai, improvisando e buscando sentido na poética aleatória das imagens. E vejo nessas formas e manchas as figuras e silhuetas de pessoas e feras. Gnomos, cachorros, rostos de meninas ou suas formas vêm de cima ou de lado da tela…” afirma Rūta Jusionytè, sobre o seu processo criativo.
Francisco Sepúlveda é chileno, nascido em Santiago, com sólida formação em arte e muitas aventuras em viagens desde os 15 anos. Tendo viajado pela América Latina, México e Cuba, e vivido cinco anos em Moçambique, sem dúvida acumulou muitas impressões e influências de diversas culturas e escolas de arte. O artista também foi atraído pelos princípios das culturas antigas: arte mesopotâmica, egípcia e persa. O estilo decorativo das miniaturas persas, a estilística ornamental e a cor pura se transformam em um estilo distinto.
Nas pinturas de Francisco Sepúlveda a atmosfera de devaneio é criada pela percepção do tempo e do espaço. O espectador não sabe que horas são – dia ou noite, que lugar é – o ambiente é decorativo, plano, ornamental. Mesmo sem ler ou ouvir todos os contos de fadas e lendas chilenas, você percebe que as pinturas do artista retratam uma história que ele ouviu de sua avó ou mãe. A ligação entre o homem e a natureza não abandona o artista enquanto mora em Paris.
“Alquimias de Amor”, de Rūta Jusiony e Francisco Sepúlveda, fica patente na Fundação Fernando Leite Couto até o dia 3 de Março.





