O Serviço Nacional de Investigação Criminal, SERNIC, apresentou publicamente esta terça-feira dois indivíduos detidos pela polícia alegadamente por envolvimento no caso do rapto do empresário Mohamede Calú em plena manhã do dia 20 passado na baixa da cidade de Maputo.
Interpelados por jornalistas os dois indivíduos sob custódia policial negam a prática do crime de que são acusados embora confessam ter participado em casos anteriores de raptos já julgados pelos tribunais.
Segundo as autoridades, o empresário Mohamede, que foi raptado pela segunda vez no dia 20 na baixa de Maputo, continua no cativeiro e a polícia está a trabalhar para esclarecer o caso.
O porta-voz da SERNIC, Hilário Lole, diz que um dos indivíduos aparece nas imagens registadas pelas câmaras de segurança no local do crime. A polícia explica que fez uma análise minuciosa das imagens das câmaras para ajudar a chegar a conclusão que chegou.
Os raptos têm sido um negócio milionário lucrativo em Moçambique envolvendo e com alegados sustentáculos no governo sobretudo através da Polícia e o sector privado que inclui a CTA aparentemente gerido por uma equipa ‘ganguisterizada’. Nas suas últimas duas sessões, o Conselho de Ministros terão ‘evitado’ falar da situação dos raptos enquanto a CTA adiara por duas vezes uma comunicação pública de reacção.
Dados recentes indicam que o business dos raptos terá já rendido mais de dois mil milhões de meticais em Moçambique; e cerca de 30 (28) empresários terão sido já raptados entre o ano 2021 e Janeiro de 2024 neste país do sul de África.





