O Estado vai ter que gastar 47 milhões de meticais pela organização de novas eleições nos quatro municípios onde o Conselho Constitucional anulou os escrutínios por crimes eleitorais protagonizados pelos dirigentes dos órgãos eleitorais. Deste valor, 24.9 milhões vão para a Académica, empresa adjudicada ao concurso em regime de ajuste directo. Os restantes 22 milhões, conforme reportámos no boletim 187, destinam-se a despesas de transporte, comunicação, entre outras. Os autores dos crimes continuam impunes e serão os organizadores de novas eleições nas suas respectivas autarquias. A Académica é uma empresa pertencente a família Sidat, bastante influente na Frelimo, que controla os concursos públicos sobre eleições. Nestas eleições autárquicas, a Académica ganhou concurso para o fornecimento de kits de formação dos MMVs e de votação. Shafee Sidat, candidato do partido Frelimo no distrito de Marracuene e seu irmão, Faizal Sidat empresário aparentemente ‘mafioso’ da área desportiva, são os conhecidos donos da académica. As eleições autárquicas serão repetidas no próximo dia 10 deste mês nos municípios de Marromeu, Guruè, Milange e Nacala-Porto.





