Foi a 22 de Novembro de 2000 que assassino despararam contra o jornalista Carlos Cardoso. Camaramen partilha um artigo sobre a matéria. A Procuradoria-Geral da República anunciou quarta-feira, 25 de Julho\2018, a recaptura de Nini Satar na Tailandia onde se encontrava fugitivo. Nini Satar, uma espécie de expert para crimes hediondos, é o único mandante em vida (co-autor moral) julgado e condenado no assassinato do investigativo jornalista Carlos Cardoso na avenida mártires da machava a 22 de Novembro do ano de 2000 na capital maputo.
Outros dois mandantes condenados pelo tribunal que julgou o caso foram mortos em circunstâncias estranhas depois de cumprirem parte da pena. O juiz que julgou o caso, Augusto Paulino, chegou a ser promovido para o cargo de Procurador-Geral da república em 2007, cargo que desempenhou até Julho de 2014.
Tal como fizeram com Carlos Cardoso, os outros dois mandantes, Vicente Ramaya e Ayob Satar, irmão mais velho de Nini, foram mortos barbaramente a tiro por indivíduos ainda não identificados.
Durante o julgamento realizado em tendas especificamente instaladas no interior da BO, a cadeia de máxima segurança em moçambique, Nini Satar acusou o filho mais velho do então presidente da república de estar igualmente envolvido moralmente na morte de Carlos cardoso. Nyimpine Chissano, o primogérnito de Joaquim Chissano chegou ser presente no julgamento mas foi ilibado pelo tribunal de juiz Augusto Paulino alegadamente porque não havia provas do seu envolvimento no crime que matou cardoso.
Nyimpini Chissano também morreu, mas vítima de doença em Novembro de 2007 em Maputo.
Carlos Cardoso, editor e proprietário do jornal electronico metical, foi violentamente baleado quando acabava de deixar a redacção depois de mais uma jornada de trabalho. A sua morte obrigou ao encerramento do jornal metical o que levou ao desemprego de alguns jornalistas que na altura trabalhavam no diário electronico editado por Cardoso incluindo Marcelo Mosse.
Esta segunda-feira, 30 de Julho, Alexandre Chiconela, porta-voz da PGR confirmou démarches para a extraditação ainda esta semana de Momed Assif Abdul Satar. As autoridades dizem que logo que chegar a Maputo Nini será preso. Não se sabe ainda sobre o plano de reclusão de Nini conhecida a sua capacidade de manipular, instrumentalizar e influencia largamente o funcionamento da máquina reclusória estabelecida em Maputo.
Momed Abdul Satar, conhecido criminalmente por Nini Satar, fugiu do país, alegando que ia para o estrangeiro (Reino Unido) cuidar da sua saúde, depois de saiu em liberdade condicional em Setembro de 2014, após cumprir metade dos 24 anos de cadeia a que foi condenado por envolvimento no assassinato do jornalista Carlos Cardoso, em Novembro de 2000.
Oficialmente foi em Abril de 2017, que as autoridades judiciais moçambicanas emitiram um mandado de captura internacional contra Nini e foi requerido, ao Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, a revogação da sua liberdade condicional.
Vicente Ramaya o segundo autor moral, foi posto em liberdade condicional em Janeiro de 2013, mas em Fevereiro do ano seguinte, 2014, ele foi morto a tiro no interior do seu carro numa das artérias da Polana na cidade de Maputo.
O irmão mais velho de Nini Satar, Ayob Satar, por seu turno, igualmente condenado por participação moral nam morte de Cardoso foi posto em liberdade condicional em Março de 2013, tendo sido assassinado a 2 de Julho do ano de 2014, em Karachi, uma cidade paquistanesa. Ayob também foi baleado quando saía de um banco depois de levantar cinco mil dólares em rúpias paquistanesas.
Vicente Ramaya, foi condenado a 22 anos por ter sido provado o seu envolvimento no homicídio do jornalista e no desfalque de 144 biliões de meticais da antiga família do ex- BCM, Banco Comercial de Moçambique.





