Projecto PSA Já em Prontidão para Fornecer Gás à Central Térmica de Temane em Inhambane

A Sasol anunciou que o Acordo de Partilha de Produção, em inglês, (Production Sharing Agreement, (PSA), segue, nos próximos meses, para a sua fase de pico no que diz respeito aos trabalhos de construção, depois de, recentemente, ter concluído a Infraestrutura de Gás Inicial – IGF (Initial Gas Facility).

O Projecto PSA inclui a construção de infra-estruturas que garantirão a produção de 23 milhões de gigajoules de gás por ano, que deverão alimentar a Central Térmica de Temane (CTT), para a produção de 450MW de electricidade, assim como a Fábrica de GPL (Gás de Cozinha), que produzirá 30 000 toneladas por ano, 75% da demanda de gás de cozinha em Moçambique, e, também, petróleo leve e gás excedente para exportação.

Numa estratégia de optimização de implementação dos Projectos de Gás de Temane, a Sasol implementou uma Infraestrutura de Gás Inicial – IGF (Initial Gas Facility), a qual foi concluída, em Julho de 2023. Assim, mesmo enquanto o Projecto PSA segue com os trabalhos de construção, já se pode assegurar o fornecimento de Gás para a produção dos 450MW de electricidade, logo que a CTT estiver pronta.

Ovidio Rodolfo, Director Geral da Sasol em Moçambique, na sua comunicação habitual aos trabalhadores, reiterou a importância da Sasol para o desenvolvimento de Moçambique, destacando que o Projecto PSA vai ser uma importante adição à contribuição da licença PPA, cujo gás já tem contribuído para a matriz energética nacional, através do fornecimento, ao longo de vários anos, a 5 (cinco) Centrais Termoeléctricas, que produzem cerca de 450 MW de electricidade, bem como o fornecimento de gás que é canalizado às famílias e à indústria em Govuro, Inhassoro, Vilankulo, Matola, Maputo e Marracuene.

Com a entrada em funcionamento, em 2024, da CTT, movida pelo gás de Pande e Temane, elevar-se-á para o dobro (900 MW) a quantidade de energia a ser produzida com gás fornecido pela Sasol.

Segundo o Director do Projecto PSA, Avin H Maharaj, a implementação do projecto contempla trabalhos civis, estruturais, mecânicos, eléctricos, de instrumentação e tubagem, sendo que estão todos a seguir segundo o cronograma e a parte civil está na sua fase conclusiva. “Com a conclusão das obras civis, já demos início aos trabalhos mais especializados de instalação de estruturas metálicas como a tubagem e tanques de processamento de gás proveniente dos vários furos da licença PSA,” disse Maharaj.

Os trabalhos de implementação do Projecto PSA estão subdivididos, tecnicamente, em Outside Battery Limits (OBL), Fora dos Limites da Bateria, correspondente à rede de tubagem que conecta os furos de extracção gás à Central Integrada de Processamento, e Inside Battery Limits (IBL),  que designa a Fábrica de Processamento de Gás extraído da bacia licenciada ao PSA.

A viabilização da implementação do Projecto PSA contempla, ainda, a construção de uma vila de reassentamento, cuja primeira pedra foi lançada em Agosto de 2023. O reassentamento é composto por 45 casas convencionais para as famílias totalmente impactadas pela construção de pipelines que levarão o gás do PSA de diversos poços à fábrica de processamento, em Temane. Para além das habitações, faz parte da vila de reassentamento a requalificação da Escola Primária Joaquim Marra, actualmente a funcionar em salas precárias e debaixo de árvores, a qual passará a contar com 12 salas convencionais, um bloco administrativo, sanitários, dois campos de desportos, um sistema de abastecimento de água, e oito (8) casas para professores.

Com um avanço médio nas obras de mais de 60%, o Projecto PSA, na sua implementação, está a dinamizar o mercado de oportunidades de emprego na província de Inhambane, em particular, e no país, em geral. Actualmente, o projecto conta com cerca 2 600 trabalhadores moçambicanos e cerca de 537 estrangeiros. Espera-se que, como a conclusão das obras de maior intensidade laboral, este número comece a reduzir-se a partir do segundo Trimestre de 2024.

No que diz respeito à adjudicação de contratos a empresas nacionais, a Sasol alcançou e superou as suas metas de Conteúdo Local para o Projecto. Até o momento, o total de adjudicações é de 257,6 milhões de dólares (incluindo as despesas com empresas estrangeiras),  dos quais 82% foram para empresas moçambicanas.

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