Apesar de o objectivo do financiamento integrar os agregados familiares rurais na agricultura sustentável e nas cadeias de valor de base agrícola e florestal, os fundos do SUSTENTA foram usados para financiar empresas do turismo, através de pagamentos a hotéis, Lodges, restaurantes, bares, guest houses, etc, num valor que totaliza mais de 10 milhões de MT.
Conforme escreve o Centro de Integridade pública, CIP, a aplicação dos valores do projecto a objectos não elegíveis consubstancia numa ilegalidade, pelo que é necessária a responsabilização. A captura do SUSTENTA por entidades não ilegíveis e legíveis pode resultar, não somente no fraco desempenho do projecto, como também na redução do nível de confiança por parte de doadores que financiam projectos em diversas áreas. As 10 empresas financiadas são do distrito de Ibo em Cabo Delgado, província afectada pelo terrorismo.
Lançado em 2020, o SUSTENTA foi concebido pelo Governo de Moçambique com apoio financeiro do Banco Mundial e tem como objectivo transformar a economia rural. Apesar de o esquema de sonegação de impostos no SUSTENTA ter sido detectado pelo Tribunal Administrativo em 2022, o Ministério Público, que é titular da acção penal, não moveu ainda nenhum processo-crime.





