CFM Apresenta Queda dos Resultados Líquidos Pelo Segundo Ano Consecutivo

O relatório financeiro da Empresa Caminhos de Ferro de Moçambique referente ao ano de 2022 indica que a empresa CFM registou um resultado líquido de cerca de 2.362,0 milhões de meticais correspondendo uma redução de 29% em relação ao exercício económico do ano de 2021.

O relatório não aponta as razões por detrás do declínio dos resultados dos CFM, mas indica que o ano de 2022 foi desafiante sobretudo na sua fase inicial devido aos efeitos climáticos, a guerra Russia/Ucrania

Acordo com o relatório, o sistema ferroviário moçambicano, de Janeiro a Dezembro do ano 2022 indica que foram transportadas cerca de 24,62 milhões de toneladas líquidas contra cerca de 29,95 milhões planeadas. Nas linhas operadas pelos CFM, durante o exercício económico de 2022 foram transportadas cerca de 12,33 milhões de toneladas líquidas contra 15,41 milhões planeadas.

Em termos de transporte de passageiros foram transportados 5.568.969 passageiros contra 5.680.785 do plano.

A área portuária registou um nível de execução de 103% que corresponde a um incremento de 17% em relação a realização do período anterior ao lograr manusear 56,45 milhões de toneladas métricas contra 48,23 registadas em 2021. Ainda em 2022 a empresa CFM diz que investiu 7.925,1 milhões de meticais em projectos ferro portuários com vista a revitalização e renovação dos activos da empresa

Agostinho Francisco Langa Júnior, Presidente do Conselho de Administração dos CFM escreve numa recente mensagem que na região Sul, a empresa construíu a ponte ferroviária na Linha de Goba, em Boane, que vai dar à fronteira com Swazilândia, uma infra-estrutura que suportará 27 toneladas por eixo, contra as anteriores 18.5 toneladas, facto que irá permitir a circulação de locomotivas com maior capacidade. Ainda nesta região, Agostinho Langa Júnior escreve também que “executámos a renovação e melhoramento das principais obras de arte no Corredor de Maputo, para além do aumento da capacidade da Linha de Ressano Garcia, num projecto integrado concebido em colaboração com o MPDC.

Em carteira, o PCA refere que em parceria com a Bela Vista Holding-BVH, os CFM estão envolvidos no estudo para o projecto de um porto de águas profundas em Techobanine, para além da construção da infra-estrutura ferroviária que irá assegurar a exportação de carvão e carga diversa de países como Botswana, África do Sul e Zimbabwe.

(No Centro, decorre o projecto de aumento da capacidade da Linha de Sena, no Corredor da Beira, que passou dos 6,5 milhões de toneladas, por ano, para 20 milhões de toneladas, garantindo o escoamento de parte do volume de carvão explorado nas minas de Moatize, além de outras cargas.

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