O contexto político e económico de Moçambique cria as bases para idênticas alegações, especialmente tendo em conta o conflito em Cabo Delgado e a probabilidade de a Movitel ter sido usada para a violação dos direitos humanos sob pretexto de estar a defender causas legítimas, tais como, por exemplo, a segurança do Estado. Como empresa mãe, a Viettel nunca apresentou objecções quanto ao uso da Movitel para esses fins. Há preocupações válidas e legítimas de que a empresa pode estar a conspirar com o partido no poder e com as autoridades do governo de Moçambique para comprometer os direitos fundamentais dos seus clientes.
Os índices da Movitel são também preocupantes. A empresa é propriedade da Viettel, que é uma multinacional vietnamita militar de telecomunicações com presença em mais de 11 países. Em nenhum destes 11 países a Viettel disponibiliza informação sobre o seu compromisso na defesa dos direitos humanos, assim como não são conhecidas as suas estruturas de governação e de supervisão gerencial, indica um relatório sobre direitos digitais que acaba de ser publicado em Maputo. A empresa em Maputo ainda não reagiu ao relatório.





