O Centro de Integridade Pública escreve que uma petição, proveniente de um proeminente escritório de advogados de Nova Iorque, deu entrada, no dia 8 de Junho corrente, no Tribunal do Distrito Oriental de Nova Iorque (U.S. District Court for the Eastern District of New York), em Brooklyn, a pedir ao juiz Nicholas G. Garaufis “autorização para rejeitar a acusação sobre o julgamento de Chang porque o atraso no julgamento violou o seu direito a um julgamento célere1 ”.
Os argumentos que a defesa de Chang apresenta para a rejeição da acusação são vários, mas essencialmente resumem-se no seguinte: i) Manuel Chang já permaneceu muito tempo na prisão (na África do Sul), o que violou o seu direito a um julgamento célere; ii) o Departamento da Justiça dos EUA perdeu interesse no julgamento de Manuel Chang desde que Jean Boustani foi absolvido pelo júri no mesmo tribunal onde Chang deverá ser julgado.
Devido a estes factores, a defesa de Chang pede que o Tribunal marque uma conferência de pré-moção para dar ao ex ministro das finanças a oportunidade de reivindicar o seu direito a um julgamento rápido.
Na América, Manuel Chang não contratou advogados quaisquer. Confiou a sua defesa a um proeminente escritório com sede no coração de Nova Iorque, no 24º andar de uma imponente torre localizada na Av. Madison número 275. Isto é no luxuoso bairro de Manhattan, o mais rico do mundo (medido em PIB per capita). O escritório de advogados escolhido por Chang chama-se Ford O’Brien Landy LLP. O advogado que submeteu a petição ao tribunal em nome de Chang é o sócio principal, cujo sobrenome deu nome ao escritório: chama-se Adam Ford. Adam Ford tem um vasto currículo como advogado e apresenta-se como um “táctico ponderado e um lutador incansável que representa indivíduos e empresas envolvidos em litígios civis e criminais de alto risco”. Um especialista em “defesa de crimes de colarinho branco) ”.





