CIP Denuncia ‘Morosidade Preocupante’ no Processo de Recenseamento Eleitoral em Moçambique

Um artigo do Centro de Integridade Pública, CIP, sobre o decurso do recenseamento eleitoral para as eleições autárquicas que arrancou no passado dia 20 deste mês em Moçambique reporta melhorias significativas no funcionamento das máquicas usadas pelos brigadistas, mas aponta morosidade preocupante no processo de registo de eleitores.

“As constantes avarias de máquinas continuam, mas com significativas melhorias. No entanto, preocupa o problema de lentidão no atendimento devido à falta de domínio do manuseamento das máquinas pelos brigadistas”.

De acordo com o artigo do CIP, em todas as províncias, os correspondentes da organização reportam poucos casos de avarias de máquinas, mas falam de graves problemas de morosidade no atendimento, o que, em muitos postos, sobretudo no centro e norte do país, cria desistências dos potenciais eleitores ou gera conflitos.

Em Muhalaze, no Município da Matola, a impressora da Brigada nº133 apresenta falhas na impressão de fotografias. Está a imprimir com dificuldades o que faz com que alguns cartões saiam sem fotografias. Outro problema apresentado tem a ver com a impressora de boletins para o arquivo que só começou a funcionar no sábado.

Em Micanhelas, em Niassa, no posto de Niuhula, o recenseamento só iniciou no sábado, dois dias após o início do processo, porque o sistema da máquina de recenseamento eleitoral estava desactualizado. O mesmo cenário verificou-se em Mutapiri, na EP de Insaca. As quatro brigadas destacadas para a localidade de Iataria-Chamba partiram na sexta-feira e o recenseamento só iniciou no sábado.

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