Economista Sénior do Standard Bank Denuncia Queda das Reservas Internacionais do BM

Falando recentemente durante a sessão virtual do Economic Briefing, Fáusio Mussá, Economista Sénior do Standard Bank mostrou-se preocupado com a queda das reservas internacionais, que tem resultado na redução dos meses de cobertura de importações para cerca de 4.7 meses, o que pode ter um impacto na evolução do metical.

Entretanto, na ocasião o economista afirmou que face ao aumento da ajuda externa por parte do Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional e outros parceiros de apoio não especificados, é expectável que o Governo consiga, nos próximos meses, restaurar o nível de reservas para um rácio superior a quatro meses de importações.

No início do ano de 2022 as reservas internacionais líquidas do Banco de Moçambique suportavam seis meses. Na sua comunicação o economista não se refere as causas da queda das reservas, porém, considera também que a retoma da ajuda directa ao orçamento do estado pelas instituições de Bretton Words vai impulsionar positivamente alguns sectores da economia.

“Isso pode ajudar a reduzir algumas pressões que se registam no mercado cambial sob ponto de vista de liquidez”, indicou.

Num outro desenvolvimento, o economista-chefe do Standard Bank considerou que a aparente melhoria das condições de segurança que se regista nas zonas próximas aos projectos de exploração de gás natural na Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, pode ditar a retoma das obras de construção do complexo da TotalEnergies, na península de Afungi, no distrito de Palma, na primeira metade do próximo.

Os trabalhos na Área 1, com um investimento estimado em mais de 20 biliões de dólares norte-americanos, o maior em curso no continente africano, foram suspensos em Abril de 2021, depois de os terroristas terem atacado a vila de Palma.

A suspensão das obras deste projecto, de acordo com Fáusio Mussá, vai resultar num atraso no início da exploração deste recurso, o que, por sua vez, vai reflectir-se na sua contribuição na economia nacional em termos de exportações e diversificação das receitas do País.

Fáusio Mussá referiu-se, igualmente, ao projecto da Exxon Mobil, cuja Decisão Final de Investimento (FID, em inglês) ainda não foi tomada, o que, na sua opinião, está ligado à suspensão das obras por parte da TotalEnergies.

“Em princípio, é provável que a Decisão Final de Investimento seja tomada num período máximo de 12 meses após a retoma do projecto da Área 1, cujo consórcio é liderado pela multinacional francesa Total Energies”, concluiu

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