Nos últimos dias, tem-se constatado um tráfego intenso de camiões com destino ao Porto da Matola, bloqueando porções da estrada N4 e causando inconvenientes aos outros utilizadores desta via de acesso.
Do levantamento feito, os camiões que têm causado congestionamento são os que transportam carvão e magnetite, com destino ao Terminal de Carvão da Matola (TCM) e os camiões de combustíveis com destino às Terminais para armazenagem de Combustíveis instaladas no Porto da Matola.
O aumento súbito do número de camiões é reflexo de um conjunto de factores, nomeadamente: o shutdown (interrupção para manutenção) da linha ferroviária de Ressano Garcia, que decorre de 15 a 25 de Agosto, bem como o aumento do número de camiões de combustível para carregamento desta mercadoria.
O aumento do preço de carvão no mercado internacional e os desafios actuais enfrentados pelos portos sul-africanos de Durban e Richard’s Bay, influenciaram a demanda do carvão e magnetite pelo TCM. Embora o TCM possua um terminal ferroviário dedicado, o aumento de fluxo obrigou à recepção de camiões como medida de contingência para fazer face à demanda crescente.
Tendo em vista a mitigação imediata do congestionamento que se verifica nos últimos dias, os Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM), a Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) e o TCM (uma subconcessão da MPDC) tomaram uma série de medidas para descongestionar a N4 e outras vias da cidade da Matola, nomeadamente: A criação de um posto avançado junto à N4, logo a seguir à báscula de Pessene, com o objectivo de fazer a triagem e permitir a passagem de camiões com destino ao Porto de Maputo, controlando deste modo o seu fluxo de acordo com a capacidade das respectivas terminais; A introdução de soluções digitais para a gestão do fluxo de tráfego com destino às Gasolineiras, soluções essas já em uso no Porto de Maputo e pelo TCM e o desenvolvimento de uma área para a melhoria de gestão de tráfego (uma medida já em fase de implementação).
Nos últimos meses, o CFM e a Transnet têm trabalhado conjuntamente na migração de carga para a ferrovia. Parte deste trabalho resultou recentemente no acordo de circulação de comboios sem interrupção entre Moçambique e o país vizinho. O CFM e seus parceiros continuarão a trabalhar no sentido de obter um maior equilíbrio entre a carga rodoviária e ferroviária e, desta forma, tornar o corredor de Maputo mais competitivo.





