Citadinos de Maputo Entre Medo e Ameaça da Reivindicação Popular sobre Custo de Vida

A ligação entre Maputo e Matola esteve momentaneamente interrompida devido a um pequeno tumulto registado no meio da manhã na zona da brigada montada, próximo do Maquinag onde funciona uma unidade policial.

Jovens incendiaram pneus e jogaram pedras e barricadas na estrada impendindo a circulação de viaturas. A polícia já está no local aparentemente a controlar a situação. Na zona da malanga também foram reportados casos de manifestantes que se fizeram arua queimando pneus. A polícia diz que conseguiu travar cinco tentaivas de manifestações em Maputo.

Só quase por volta do meio dia desta quinta-feira, 14 de Julho/2022, a cidade de Maputo ensaia voltar ao seu funcionamento normal, depois de uma manhã deserta maioritariamente por medo e aproveitamento da situação da ameaça de greve gerada por uma mensagem em áudio que circulou sobretudo nos watsups.

Mas o medo nas pessoas parece que continua. As autoridades esforçam-se em passar  mensagens de que o ambiente social está calmo. Pela propaganda que se fez da ameaça era previsível que a greve ou manifestão não se realizasse.

A polícia foi a primeira a abarrotar as estradas ocupando os locais estratégicos na tentativa de neutralizar os potenciais focos. Porém, depois de uma quase paralização forçada, o comércio volta timidamente a funcionar. As lojas e pequenos estabecimentos comerciais do sector formal e informal começam a abrir. Teme-se pelo oportunismo.

Muitos jovens em zonas como a baixa de Maputo estão desampotados como o tratamento que receberam do município no processo de requalificação ou reestruturação do sector comercial que o elenco de Eneas Comiche tenta desencadear.

Os transportes de passageiros estão praticamente paralizados. Apenas autocarros de cooperativas aliadas do governo é que timidamente se fazem a rua.

 

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