Os accionistas da firma Cervejas de Moçambique, CDM, reúnem-se esta sexta-feira no Centro Internacional de Conferências em Maputo.
Alguns segmentos da empresa acreditam que a reunião magma poderá trazer resultados importantes para os desafios da CDM, enquanto outros consideram que não há nada a esperar da reunão para o bem da empresa porquanto vai servir para a liderança manter-se para melhor redistribuição dos ganhos e humilhação da massa laboral.
De fecto, a reunião da assembleia-geral da CDM, convocada para dia 3 de Junho de 2022, vai, de acordo com a agenda tornada pública, fazer a apresentação e aprovação do relatório e contas do exercício findo a 31 de Dezembro de 2021 e apreciação da carta de renúncia apresentada por um Membro do Conselho de Administração. Não foi revelada a identidade do membro do Conselho de Administração da CDM que se renunciou.
A Cervejas de Moçambique, SA (“a Empresa”) é uma sociedade de responsabilidade limitada registada na República de Moçambique e foi constituída em 1 de Agosto de 1995, na sequência da privatização das fábricas de cerveja MacMahon e Manica, em Maputo e Beira, respectivamente. A sua principal actividade é a produção, distribuição e venda de cerveja e outras bebidas alcoólicas e não alcoólicas na República de Moçambique. A Cervejas de Moçambique, SA está cotada na Bolsa de Valores de Moçambique.
O actual presidente do Conselho de Administração é Tomaz Salomão, seguido por Sandro de Assis, Administrador Executivo, José Pacheco, Administrador Não Executivo, Hugo Gomes, Administrador Executivo e Jenifer Cheveia, Administradora Não Executiva.
A Empresa foi auditada pela Autoridade Tributária Moçambicana (“ATM”) em relação aos exercícios económicos findos em 31 de Março de 2014, 2015 e Dezembro de 2016. A ATM levantou inúmeros pontos que totalizam aproximadamente 116 milhões de Meticais de imposto adicional. A gestão não concordou com a maioria das alegações.
As autoridades fiscais não confirmam a aceitação ou avaliação de declarações fiscais e elas permanecem em aberto e estão sujeitas à revisão e ajustamento por um período de cinco anos. Os Administradores são da opinião de que nenhum ajustamento ou multas significativas surgirão a partir da revisão dos últimos cinco exercícios fiscais pela Autoridade Tributária Moçambicana.
Accionistas: governo de Moçambique 1.37%; SPI Saril, 3.67%; INSS, 2.60%; ABInBev Africa BV com 83.1% e Barca Global MArket Plc 1.14%





