Assembleia Geral da HCB Termina Sem Solução Sobre a Tendência de Baixa na Produção

Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), S.A., realizou na sexta-feira, dia 27 de Maio de 2022, na Cidade de Maputo, a sua Assembleia Geral Ordinária para apreciação do relatório e contas referente ao exercício económico do ano de 2021, entre outros documentos importantes para a gestão do empreendimento.

Durante a sessão, os accionistas aprovaram o relatório e contas do Conselho de Administração referentes ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2021, cujo resultado líquido foi de 10,2 mil milhões de meticais, e representa um declínio ligeiro de 2,3% se comparada com a produção de 2020.

Nos últimos anos a hidroeléctrica tem registado quedas nos seus resultados líquidos. Em 2020

Este resultado líquido foi suportado por um aumento das vendas em 12,5% para 28.986,4 milhões de meticais, sustentado por uma produção global de 14.990 Gwh, correspondente a 6,1% acima da produção planeada para o ano de 2021. Esta produção hidroenergética global resulta da disponibilidade de recursos hídricos e de equipamentos de geração e transporte de energia, e representa um declínio ligeiro de 2,3% se comparada com a produção de 2020.

Não foram reveladas as prováveis saídas para contornar o que o Conselho de Administração da empresa dirigida por Boavia Muhambe considera de “declineo ligeiro da produção” em uma empresa gigante como a HCB. Cerca de 70% de moçambicanos, maioritariamente das zonas rurais, não tem acesso a energia eléctrica.

A HCB diz-se especializada na produção, transporte e venda de energia eléctrica na região da África Austral e para a economia nacional moçambicana com uma capacidade de produção instalada de 2,075 MW e 79, 876.6 mil milhões de MT de activos e gerou 28.986.4 mil milhões de meticais em receitas no exercício financeiro terminado em Dezembro de 2021. De acordo com o Banco Mundial, Moçambique pratica as mais altas taxas de consumo de energia ao nível da SADC.

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