Deputado Venâncio: A Intellica Mentiu Sobre Esquemas Empresariais do Ministro Celso Correia

A INTELLICA SA, emitiu, no dia 19 de Maio de 2022, quinta-feira, uma nota de esclarecimento, visando clarificar o que, segundo a firma, tem sido amplificado nas redes sociais e na comunicação social, sobre a associação de Celso Correia, o actual Ministro da Agricultura de Moçambique, como accionista desta sociedade anónima.

O Deputado Venâncio Mondlane escreve, no artigo que abaixo transcrevemos alguns trechos, que este é um daqueles casos que se encaixa como uma luva na mão no vetusto dito: foi pior a emenda que o soneto. Vamos por partes:

1. A nota diz, no primeiro parágrafo, que a Intellica surge como resultado do spinoff (separação de vendas)…..duma “Consultora Global em 2006″…blá…blá…blá.

Aqui é que encontramos a lebre numa toca superficial. Reparem na tentativa de mascarar, manter oculto o nome da tal “Consultora Global”. Porque não dizem claramente que era a “ERNST & YOUNG”? qual é pejo? Porque se esquivam de assumir isso? Porque recorrem a camuflagem, a uma cortina de fumo para preservar o nome da Ernest & Young oculto? Já explico no ponto seguinte…acompanhem-me!

2. Em 2006 ocorreu o desmembramento do negócio de consultoria da ERNST & YOUNG e a partir desta operação se formou a INTELLICA, herdando esta, todos os activos, incluindo os recursos humanos, entre os quais se contam os nomes dos gestores com “mais de 20 anos de experiência” descritos no parágrafo 2 da nota de esclarecimento.

3. Tuto máfia. Este desmembramento, ocorreu como fruto duma engenhosa operação mafiosa, de tráfico de influências e de privilégio de detenção de informação poderosa de quem está bem colocado e relacionado com o poder. ARMANDO EMÍLIO GUEBUZA, partilha o plano de “Reversão da HCB” com o dono do Grupo INSITEC, o grande driblador financeiro, CELSO CORREIA.

Para se executar a proposta financeira de reversão era necessário ter uma firma de consultoria de grande envergadura. Aí é que entra a ERNST & YOUNG que detinha uma unidade especializada para este tipo de operações. Vamos caro leitor…..ainda ficarás não só surpreendido…. mas de boca aberta. Concentre-se!

4. ERNST & YOUNG já era auditora da HCB, logo, estava impossibilitada de ser, em simultâneo, consultora do meganegócio de reversão da HCB para o Estado Moçambicano. Então que se fez? A ERNST & YOUNG se desfaz da sua unidade de consultoria e assim surge a INTELLICA, que usando o mesmo activo, as mesmas capacidades técnicas, humanas e tecnológicas da ERNST & YOUNG, contorna o risco de “incompatibilidade” e o negócio é viabilizado.

Mas, agora, o dono do negócio, tanto da INTELLICA quanto da Engenharia da Reversão da HCB tem um nome sonante e com muitas psicadélicas a sua volta: CELSO CORREIA.

5. Tuto mafia! Vejam que o driblador financeiro, CELSO “Comissões” CORREIA, não precisou gastar um único centavo para adquirir a INTELLICA (Ex componente técnica da ERNST & YOUNG), fizeram um contrato-promessa (aquilo que no comércio internacional se chama de “mercado de futuros”): Negócio típico de um intermediário sagaz. Aqueles que usando de trafico de influências, vivem como hienas devorando o que os outros produzem ou criam. Exemplo flagrante e emblemático do que é a Economia Moçambicana: Especulativa.

6. O mega negócio da reversão foi feito e a cerimónia de reversão da HCB ocorreu, na vila de Songo, no dia 28 de Setembro de 2007. Nesta operação ocorrem muitas coisas. Uma delas foi, segundo os ficheiros secretos da WikiLeaks, 50 Milhões de dólares no bolso de ARMANDO EMÍLIO GUEBUZA, tutor, promotor e protector de CC durante o mandato que originou as dívidas ocultas. Amigo leitor! Queres saber mais?…. não estás com a vista cansada?…..ok…se é isso que queres…. então vamos continuar com nossa viagem….!!!

7. Tuto mafia. Na mesma altura em que se forma a INTELLICA, sem gastar um único centavo, outros negócios se cruzavam, usando a mesma lógica do intermediário sagaz: faz um acordo com a CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS (Banco Português), cujas detalhes deixaremos para próxima edição, e assim consegue adquirir cerca de 17% das acções da Holding SCI e se torna PCA do BCI. Dinheiro nunca foi, chegou a ser pago à CAIXA. Agora vejam só isto! Quem financiou os pouco mais de 700 Milhões de dólares para reversão da HCB para o Estado Moçambicano? Eureka: BPI um grupo financeiro com ligações a CAIXA GERAL de DEPÓSITOS, com acordos conhecidos e secretos com CELSO “Comissões” CORREIA. Celso Correia, o actual Ministro da Agricultura ainda não reagiu a estas declarações. A nossa redacção está a tentar ouvir o ministro.

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