O Banco de Moçambique diz que os riscos e incertezas associados às projecções de inflação continuam elevados. A nível interno, realçam-se as incertezas quanto a magnitude do aumento dos preços dos bens administrados, com destaque para o combustível e seus efeitos sobre os preços de outros bens e serviços.
A nível externo, mantêm-se os constrangimentos nas cadeias de fornecimento de bens e o conflito geopolítico entre a Rússia e Ucrânia, com impacto no aumento do preço do petróleo e dos bens alimentares no mercado internacional.
O Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, disse que mantêm-se as perspectivas de crescimento económico para 2022 e 2023 e o produto interno bruto cresceu 4,1% no primeiro trimestre de 2022, a reflectir o contínuo alívio das medidas restritivas para a contenção da COVID-19, que impulsionou sobretudo a hotelaria e restauração, e a melhoria da procura externa que, por sua vez, favoreceu o desempenho da indústria extractiva.
Para o curto e médio prazo, mantêm-se as perspectivas de recuperação económica, sustentadas, adicionalmente, pela execução dos projectos energéticos em Inhambane e na bacia do Rovuma, num contexto de retoma do programa com o Fundo Monetário Internacional.
O banco central garante que mantém-se a pressão sobre o endividamento público interno. A dívida pública interna, excluindo os contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, situa-se em 245.6 mil milhões de meticais, o que representa um aumento de 26.7 mil milhões em relação à Dezembro de 2021.





