A Vulcan Mozambique confirmou a ocorrência de uma paralisação parcial grevista levada a cabo por parte de um grupo de trabalhadores afectos à secção de extracção mineira, na Mina Carvão de Moatize, que acontece, de forma pacífica, desde a noite do dia 11 do corrente mês de Maio.
Sufocada pelos impactos da paralisação, a empresa Vulcan Mozambique diz que manteve conversações com o grupo de trabalhadores grevistas de forma a auscultar e entender as reais motivações para realizar as reivindicações em curso.
A nota da empresa distribuída a imprensa indica que após as conversações com os trabalhadores, a empresa, junto da Direcção Provincial do Trabalho garantiu que irá responder às reivindicações dos trabalhadores até ao dia 20 de Maio corrente. Algumas fontes dizem que a empresa tem sido falsa na sua interacção com os trabalhadores e tem fama de violação de direitos humanos.
A Vulcan diz que a paralisação foi parcial com uma participação de cerca de 10% dos trabalhadores, de um total de 5300, que aderiu à paralisação. A paralisação é descrita também como tendo sido pacífica na medida em que não houve registo de destruição e nem vandalização de equipamento da empresa ou privado. No entanto, a greve não obedeceu aos trâmites legais previstos na lei e, portanto, a empresa não teve aviso prévio.
A empresa Vulcan diz que sempre esteve, e continua aberta ao diálogo de forma a envidar esforços para, em conjunto, dar resposta às preocupações dos trabalhadores. A paralisação tem afectado a produção normal. Neste momento ainda não é possível contabilizar as perdas em termos financeiros.





