Sessenta por Cento dos Elefantes Moçambicanos Foram Dizimados Entre 2010 e 2014
Relatório de Avaliação Nacional dos Riscos de Branqueamento de Capitais e de Financiamento do Terrorismo, Março de 2022 com o financiamento e assistência técnica do Banco Mundial.
Nos últimos 2 anos, tem vindo a aumentar os casos julgados e condenações a membros de grupos deste crime organizado, incluindo cidadãos de nacionalidade estrangeira, a penas que variam entre os 12 e os 16 anos de prisão. Foram mais de 100 casos de sentenças de privação de liberdade por crimes contra a vida selvagem entre 2015 e 2020, das quais 34 registadas entre 2019 e 2020
Entretanto, apesar destes avanços, a riqueza ambiental moçambicana tem sido alvo, ao longo dos anos, de pilhagem por indivíduos e organizações criminosas que contornam a lei, corrompem as nossas autoridades e enriquecem à custa daquilo que pertence ao povo moçambicano.
Entre 2010 e 2014 dizimaram mais de 60% dos elefantes moçambicanos, matando mais de 1500 por ano, só para extraírem o marfim. Marfim esse que segundo alguns estudiosos foi financiar as actividades terroristas em Cabo Delgado refere o relatório sobre os riscos que o país corre no branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo.
O documento não faz referência e nem tenta desmistificar ou demonstrar situações concretas que ligam as matanças dos elefantes para a extracção de marfim e as mortes humanas na guerra da província de Cabo Delgado. A realização do estudo terá sido financiada pelo Banco Mundial em Moçambique.





