O Presidente da República Filipe Nyusi anunciou esta terça-feira em Maputo a retoma nas próximas semanas do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração dos homens armados da Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique
O processo foi interrompido o ano passado devido essencialmente a problemas de falta de dinheiro. Nyusi garantiu a continuação do processo num comunicado de imprensa momentos depois de se reunir em Maputo com o presidente da Renamo Ossufo Momad.
O processo envolve pouco mais de cinco homens guerrilheiros da Renamo, dos quais pouco mais de 300 terão sido já desarmados e desmobilizados estando em processo de reintegração. Este processo conta com um compromisso financeiro da União Europeia em cerca de 60 milhões de dólares, mas reportam-se sérios problemas nos desembolsos fundos prometidos.
No seu comunicado, que surpreendeu alguns sectores da opinião pública, Filipe Nyusi disse igualmente que o DDR retoma próxima semana com o encerramento das alegadas cinco últimas bases da Renamo e ainda a criação de uma comissão conjunta para trabalhar nas questões relativas as pensões devidas aos beneficiários do DDR.
No âmbito deste processo na semana passada foram patenteados 36 antigos guerrilheiros da Renamo membros finalistas do Curso de Formação da Polícia da República de Moçambique, PRM.
Os 36 ex membros da guerrilha da Renamo passam a integrar a equipa da polícia de protecção de altas individualidades. No entanto, grande parte deste grupo ainda não foi integrada, apesar de ter terminado a formação com sucesso. Com a formação, os novos polícias ganham categorias da classe dos Oficiais Subalternos.





