Moçambique registou, em Setembro de 2026, uma inflação mensal de 0,16%. A inflação acumulada situou-se em 4,99% e a homóloga em 6,31%.
Dados recolhidos pelo Instituto Nacional de Estatística, INE, indicam que em Setembro último, nas Cidades de Maputo, Beira, Nampula, Quelimane, Tete, Chimoio, Xai-Xai e Província de Inhambane, quando comparados com os do mês anterior, indicam que o País registou um aumento de preços na ordem de 0,16%. As divisões de Restaurantes, hotéis, cafés e similares, de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Transportes, foram as de maior destaque, ao contribuírem com cerca de 0,07, 0,03 e 0,03 pontos percentuais (pp) positivos, respectivamente.
De acordo com o Boletim sobre Índice do Preço ao Consumidor refere que desagregando a variação mensal por produto, é de destacar o aumento dos preços da cebola (11,4%), do milho em grão (10,4%), de veículos automóveis ligeiros em segunda mão (3,9%), do carapau (0,8%), da cerveja para consumo fora de casa (0,8%), do cimento (0,5%) e de hamburgers, pregos, bifanas e similares (2,5%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,19pp positivos. No entanto, alguns produtos com destaque para a couve (6,3%), o tomate (2,4%), o feijão manteiga (1,1%), o repolho (3,9%), o óleo alimentar (0,4%), o coco (1,7%) e as torneiras, tubos, válvulas, juntas, curvas e similares (3,8%), contrariaram a tendência de aumento de preços, ao contribuírem com cerca de 0,13pp negativos no total da variação mensal.
De Janeiro a Setembro do ano em curso, o País registou um aumento do nível geral de preços na ordem de 4,99%. As divisões de Transportes e de Alimentação e bebidas não alcoólicas, foram as de maior destaque, ao contribuírem com cerca de 2,09pp e 1,55pp positivos, respectivamente
Analisando a variação acumulada por produto, importa destacar o aumento dos preços do gasóleo, de transportes semi-colectivos urbanos e suburbanos de passageiros, do peixe fresco, da gasolina, de transportes por táxis, da cebola e da couve. Estes comparticiparam com cerca de 2,81pp positivos no total da variação acumulada.
Relativamente a igual período do ano anterior, os preços do mês em análise, registaram um aumento na ordem de 6,31%. As divisões de Transportes e de Alimentação e bebidas não alcoólicas, foram as que tiveram maior aumento de preços ao variarem com cerca de 14,72% e 8,69%, respectivamente.
Analisando a variação mensal pelos centros de recolha, verifica-se que em Setembro último, somente as Cidades de Chimoio e de Tete, registaram queda de preços com cerca de 0,17% e 0,05%, respectivamente. Entretanto, os restantes centros registaram aumento de preços, sendo de destacar a Cidade da Beira com 0,43%, seguida da Província de Inhambane com 0,37%, das Cidades de Xai-Xai com 0,32%, de Quelimane com 0,25%, de Maputo com 0,19% e de Nampula com 0,04%.
Desagregando a variação acumulada, verifica-se que de Janeiro a Setembro do ano em curso, todos os centros registaram aumento de preços, sendo de destacar a Cidade de Xai-Xai com cerca de 6,93%, seguida da Cidade de Tete com 6,85%, da Província de Inhambane com 6,36%, da Cidade de Nampula com 5,78%, da Cidade da Beira com 4,91%, da Cidade de Quelimane com 4,64%, da Cidade de Chimoio com 4,52% e da Cidade de Maputo com 3,65%.
Comparativamente a variação homóloga, todos os centros registaram um aumento do nível geral de preços. A Cidade de Tete registou o maior aumento de preços com cerca de 9,35%, seguida da Província de Inhambane com 8,56%, da Cidade de Xai-Xai com 8,33%, da Cidade de Chimoio com 6,77%, da Cidade de Nampula com 6,57%, da Cidade de Quelimane com 6,43%, da Cidade da Beira com 6,17% e da Cidade de Maputo com 4,14%.





