O Auditório do BCI, em Maputo, acolheu, na quarta-feira (26), a cerimónia de Lançamento e tomada de posse dos órgãos sociais da Associação Moçambicana de Inteligência Artificial (AMIA), iniciativa que marca o início formal de uma plataforma vocacionada para a promoção do conhecimento, investigação, inovação e reflexão em torno da Inteligência Artificial (IA) em Moçambique.
A cerimónia juntou representantes do Governo, instituições públicas, sector privado, academia e comunidade tecnológica, num momento marcado pela reflexão sobre as oportunidades e os desafios que a Inteligência Artificial coloca ao desenvolvimento económico e social do País.
Em representação do BCI, Arafat Bique, Director Central de Banca Digital, destacou a importância crescente da IA na transformação das economias, das organizações e da sociedade, sublinhando o potencial desta tecnologia para melhorar processos, reforçar a segurança, apoiar a tomada de decisões e desenvolver soluções mais eficientes, acessíveis e ajustadas às necessidades das pessoas e das empresas.
Neste contexto, reafirmou a disponibilidade do Banco para continuar a acolher e apoiar espaços de reflexão, partilha de conhecimento e iniciativas que contribuam para a transformação digital, o desenvolvimento de competências e a criação de soluções com impacto na economia nacional. “No BCI, acreditamos que o Futuro constrói-se com Confiança. Construir o futuro significa também acompanhar a evolução tecnológica, promover o conhecimento, estimular a inovação e apoiar iniciativas capazes de gerar novas oportunidades para os moçambicanos”, referiu.
Por sua vez, o Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), Lourino Chemane, em representação do Ministro das Comunicações e Transformação Digital, considerou o surgimento da AMIA um acontecimento de particular importância para Moçambique, num momento em que a IA está a transformar sectores como a agricultura, saúde, educação, banca, indústria, comércio, administração pública, investigação científica e comunicação social. Sublinhou, igualmente, a necessidade de assegurar uma utilização ética, segura, responsável, inclusiva e centrada no ser humano. Lourino Chemane manifestou a expectativa de que a Associação se afirme como uma plataforma técnica capaz de aproximar o Governo, o sector privado, a academia, a comunidade tecnológica e a sociedade civil, contribuindo para o desenvolvimento de soluções de IA adaptadas à realidade e às necessidades de Moçambique.
Na ocasião, o Presidente da AMIA, Donald Dimas, agradeceu o apoio do BCI, e explicou que a AMIA pretende constituir-se numa “casa de convergência”, aproximando a academia, a indústria, o Governo e especialistas, com o propósito de colocar a tecnologia ao serviço da resolução de problemas concretos da sociedade moçambicana. Defendeu, neste sentido, que Moçambique deve ir além do consumo de tecnologias desenvolvidas noutros países, apostando na formação de talentos, na criação de empresas e no desenvolvimento de soluções nacionais. A AMIA propõe-se contribuir, entre outras áreas, com estudos, formação, pensamento estratégico e apoio técnico em matérias ligadas à ética, dados, algoritmos, segurança, educação, agricultura, indústria, conteúdo local, línguas nacionais e património digital.
Ao associar-se a este momento, o BCI reafirma o seu compromisso com a transformação digital e com o apoio a iniciativas que contribuam para o desenvolvimento de competências, para a inovação e para a criação de soluções tecnológicas com impacto positivo na economia e na sociedade moçambicana.





