Acusação do Ministério Público Expõe Os Contornos Sobre o Saque de João Pó nas Contas da LAM

O ex-director geral da empresa Linhas Aéreas de Moçambique, João Carlos Pó Jorge, detido or envolvimento esquemas de saque na empresa, é acusado em um rol de mais de 30 crimes.

O semanário domingo escreve nas redes sociais que, João Pó desde 1983 funcionário da LAM era assinante das contas da empresa e teve condutas não legais, entre as quais a contratação de uma empresa de “catering”, tendo assinado instrução para pagamentos fraudulentos, que se traduziram no desembolso de pagamentos sem facturas, tendo actuado em conluio com os co-arguidos Hilário Tembe e Eugénio Mulungo.

Em relação ao contrato com a empresa “Print For You”, e citando a acusação do Ministério público, o semanário estatal refere que o ex director da LAM em conivência com outros colegas da direcção submeteu a proposta de contratação ao Conselho de Administração, sem procedimento de concurso.

Pó terá igualmente se envolvido na contratação ilegal da “Gina @ World”, cujo objecto era a produção do traje das equipas de bordo, tendo ordenado o pagamento de 3.028.305,13 meticais sem contrato celebrado. Na sequência, teria também forjado o contrato, o qual só viria a ser assinado com a LAM posteriormente, mas tudo sem ter obtido autorização do conselho de administração.

No que se refere à “Mex Tur”, agência de viagens da LAM, consta dos autos que João Carlos Jorge teria proposto a venda de 10 por cento da participação a um particular não especificado, por sinal, devedor sobejamente conhecido da transportadora. Inclusivamente se tratava de uma pessoa que teria sido banida pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), destacando os autos que o prejuízo resultante foi da ordem de 44.297.367,33 meticais.

O artigo do domingo refere que João Pó também esteve envolvido na venda de aeronaves, modelo “Embraer”, sendo indiciado de ter orquestrado a operação antes da aprovação do CA. Enviou a aeronave para Nairobi com vista à manutenção, sem autorização e com custo de 890.610,00 dólares.

Posteriormente, o antigo director geral da LAM terá vendido uma aeronave por 7.6 milhões de dólares, indicando a acusação que o valor esteve “muito abaixo” da avaliação que era de cerca de 17 milhões de dólares.

Por outro lado, Pó também é acusado de ter desvirtuado o uso de fundos da “Boeing”, através da autorização para a aplicação de 4.089.218,70 de dólares, destinado a pagar 9.713.983 dólares a “AERCAP”, excedendo a autorização da Assembleia Geral.

Os 31 crimes que lhe são imputados traduzem-se no cometimento de oito referentes à participação económica em negócio, 12 de administração danosa, um de abuso de cargo ou função, oito de peculato e dois de fraude, escreve o jornal domingo na sua página do facebok.

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