A Autoridade de Turismo de Eswatini (ETA) desembarcou esta segunda-feira, 10 de Agosto na capital moçambicana, Maputo, para apresentar o calendário que move o turismo, a cultura e a economia criativa daquele Reino vizinho.
O encontro de trabalho foi orientado por entidades governamentais dos dois países. Do Reino de Eswatini orientou o encontro Mlondi Dlamini Alto Comissário de Eswatine em Moçambique enquanto Moçambique se fez representar por Hélder Jauana, Presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional para o Desenvolvimento e Investimento Turístico (ANDITUR)
Intervindo, Mlondi Dlamini, destacou o potencial turístico do seu país para Moçambique e na região e explicou igualmente a importância de Moçambique no contexto da galvanização do sector turístico de Eswatini incluindo as boas relações entre os governos dos dois países. “Não estamos só aqui a lançar um evento sobre o calendário turístico futuro de Eswatini; estamos com agentes e operadores turísticos para promover redes reais de negócios entre os dois povos tendo em conta o potencial do turismo no desenvolvimento económico” destacou o Mlondi Dlamini, falando também aos órgãos de comunicação social de Moçambique e Eswatini e operadores turísticos e agências de viagens presentes no evento.
Por seu turno, Hélder Jauana, Presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional para o Desenvolvimento e Investimento Turístico (ANDITUR), referiu-se a importância de o país acolher esta iniciativa e anunciou na ocasião que Moçambique está a preparar a realização de eventos similares não só no Reino de Eswatini, como também na África do Sul tendo em vista a divulgação do calendário de eventos e oportunidades de negócio do sector turístico nacional. “Queremos trazer investidores e promover os locais turísticos que o nosso país oferece. Moçambique é uma experiencia, temos que vender esta narrativa. Muitas vezes não temos o orgulho de pertencer a Moçambique”, disse Hélder Jauana empossado em Junho para a liderança da ANDITUR
Na sessão de Maputo foi anunciado que em Outubro próximo uma equipa composta por jornalistas e agentes turísticos moçambicanos deverá visitar Eswatini para conhecer e explorar o potencial turístico daquele reino.
Entretanto, o evento de Maputo estava dirigido para operadores turísticos, promotores, agências de viagem, hotelaria e restauração, e serviu igualmente para alinhar oportunidades de negócio em torno de datas que já mobilizam milhares de visitantes na região.
Na mesa estiveram experiências que definem Eswatini como a Umhlanga – Dança dos Canaviais sobre património vivo e rito de passagem; MTN Bushfire dedicado a música, arte e impacto social; Swazi Rally e Imbube Marathon sobre desporto e paisagem como atracção; Luju Food and Lifestyle e Makoti Festival focados em sabores, moda e identidade e ainda o Swazi Polo, Farmer’s Market e Mlawula Campfire sobre natureza e comunidade
Para os promotores da iniciativa, a escolha de Maputo reforça o papel de Moçambique como corredor natural para Eswatini e consolida o projecto Triland – Moçambique, Eswatini e África do Sul – como destino integrado. A aposta é directa pretende essencialmente converter programação em reservas, estadias, rotas e trocas entre povos.





