O Papa Leão XIV escreveu ao Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, para perguntar sobre o decurso das investigações sobre o assassinato do arcebispo de Quelimane, Dom Osório Citora, há quase dois meses, noticia o jornal “O País”.
De acordo com o arcebispo da Diocese de Maputo, Dom João Carlos Nunes, citado pelo diário, a igreja católica “está preocupada com a falta de informação junto das autoridades policiais”. Até ao momento, continuam a ser desconhecidos os autores e as motivações do caso.
A Igreja Católica diz que continua a depender da imprensa para obter informações, daí ter pedido o apoio do chefe de Estado moçambicano para obter mais actualizações sobre o caso.
A Igreja já tomou algumas medidas, como a nomeação de dois bispos, “que ajudarão também a acompanhar a situação”, a fim de “conhecer a verdade” e poderem também “melhor prevenir situações como estas.”
Dom Osório Afonso Citora foi encontrado morto na manha de sábado, 6 de Junho, na sua residência na cidade de Quelimane, província da Zambézia, centro de Moçambique. Até ao momento o Serviço Nacional de Investigação Criminal em Moçambique confirmou a detenção de pelo menos um padre e um segurança alegadamente envolvidos no crime. A opinião pública acredita que a morte de Osório Citora pode ter motivações políticas. A Igreja Católica em Moçambique tem mantido algum sigilo na abordagem deste crime que chocou severamente a sociedade. (Camaramen e DW português para África)





